Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 07/10/2021
De acordo com a Constituição de 1988, todos os cidadãos são iguais perante a lei sem nenhuma distinção de gênero, o que determina a isonomia e igualdade entre os sujeitos. No entanto, no Brasil, tal direito não pe assegurado, e muitas mulheres ainda são vítimas de assédio sexual e tratadas como objero pela sociedade. Isso ocorre devido a uma educação extremamente machista derivada da família e à extrema banalização da violência contra a mulher, o que compromete a resolução do problema.
Deve-se pontuar, de início, que a esfera familiar é a principal responsável por moldar o comportamento do assediador. Nesse sentido, e de acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a família é o mecanismo primário de socialização de um indivíduo, tornando-se responsável pelas ações desse sujeito no corpo social. Desse modo, um cidadão que vive em um ambiente familiar machista e patriarcal tende a inferiorizar a figura da mulher e a normalizar o assédio sexual, visto que essa prática errônea está enraízada nas gerações, o que eleva os casos de abuso entre as mulheres.
Além disso, a banalização da violência contra o gênero feminino é o principal fator de permanência das práticas assediadoras. Sob essa ótica, e de acordo com a filósofa Hannah Arendt, em sua teoria sobre a Banalidade do Mal, indivíduos comuns praticam e normalizam atos violentos sem nenhum questionamento. Dessa maneira, muitos homens objetificam as mulheres e praticam assédio contra elas nas ruas, no trabalho, no transporte público, naturalizando essas ações e as repetindo constantemente, violando o corpo de mulheres e deixando-as psicologicamente constrangidas.
Logo, medidas são necessárias para combater o abuso sexual contra mulheres no Brasil. O Ministério da Educação, aliado a delegacia da mulher, deve promover campanhas educativas de gênero e fiscalizações nos transportes públicos, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara. Isso deve ser feito por meio da contratação de agentes para os ônibus e metrôs e da mídia, que mostre em propagandas a igualdade entre homens e mulheres e reafirme que o assédio sexual é crime. Assim, os casos de abuso reduzirão no Brasil.