Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 22/07/2021
Na música “Secretária”, do cantor Amado Batista, se observa uma situação em que o chefe se sente atraído pela sua funcionária e teme realizar algo que lhe possa provocar uma punição grave como ser preso. Tal contexto evidencia o assédio sexual, uma prática ainda presente na sociedade e que necessita ser reduzida, pois afeta gravemente diversas mulheres todos os dias. E para isso, é preciso compreender a propagação de ideias ultrapassadas para a realidade atual, bem como observar os limites indivíduais de cada indivíduo.
Como primeira observação, sabe-se, pelo contexto histório da humanidade, que as mulheres na maioria das vezes foram representadas como submissas, como observado nas civilizações antigas e medievais. Algo que, no decorrer do desenvolvimento das civilizações foi sendo mantido e assumido como comum para o grupo social. O que permitiu que certos indivíduos com um pensamento antiguado de superioridade masculina, como o chefe da música “Secretária”, praticassem atos abusivos contra mulheres. Sendo então necessário conceituar os assediadores sobre tal questão na contemporaneidade.
Além disso, tais práticas fogem do conceito de individualidade do ser. Visto que, no momento que outro indivíduo extrapola seu limite de liberdade, como aponta o filósofo Stuart Mill, ele começa a limitar o estado de bem-estar comum para todos os demais e, nesse caso, afeta a integridade da mulher ao tentar atos considerados abusivos ao se imporem ao seu individualismo.
Nesse contexto, portanto, é fundamental uma constante contextualização da temática do assédio sexual com o período contemporâneo para reduzir suas taxas de ocorrências. E para isso, é urgente que o Ministério da Cidadania, por meio de suas políticas de desenvolvimento social, desenvolva campanhas educativas e de compreenção social sobre a função da mulher e seu papel de liderança e conhecimento, a fim de promover a eliminação da ideia de submissão feminina e consequêntemente amenizar a problemática do assédio. Ademais, deve-se incluir nas escolas cronogramas de discussão, desenvolvidos pelo MEC em parceria com ONGs que lutam contra o assédio sexual, que explorem estabelecer já nos jovens a ideia de limites individuais e como eles devem ser mantidos com a finalidade de remover da sociedade o pensamento que provoca a existência do assédio.