Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 28/07/2021
A partir de um ponto de vista histórico, uma mulher sempre foi vista e representada como uma propriedade do homem, em uma posição de submissão. No contexto nacional atual, os direitos femininos têm sido conquistados, entretanto, apesar do evidente avanço, existem ainda problemas relacionados ao gênero, dentre esses, o assédio sexual. Diante disso, os maiores desafios para a redução da ocorrência da importunação sexual é a relativização e a normalização do problema.
Nesse sentido, cabe analisar a naturalização da objetificação do corpo feminino nas propagandas direcionadas ao público masculino. Exemplo disso são as campanhas de cerveja que, geralmente, mostram uma mulher de corpo padrão, roupa extremamente curta, servindo a bebida ao homem. Essa situação, reforça o pensamento patriarcal de que a mulher deve servir e deve estar sempre pronta para atender aos desejos masculinos. E, devido a essa ideia deveras arcaica, os indivíduos se sentem no direito de importunar, através de assovios, comentários de cunho sexual, toques inapropriados e, até mesmo, do estupro.
Em um episódio da série americana “One Day at a time”, um dos personagens principais, o Alex, em sua fase de puberdade, posta uma foto em um instagram só para amigos, segurando os seios de uma menina. A sua irmã fica sabendo da fotografia declara o quão repugnante e desrespeitosa é a atitude do menino, e este admite não ter a noção de que estava abusando da amiga e que havia achado que esta não se importara. Baseado na ficção, torna-se claro que este assunto não é abordado de forma direta e clara na escola, o que resulta em adolescentes que não identificam, e por isso reproduzem, comportamento abusivos.
Portanto, cabe ao Sistema legislativo que criem leis que proíbam a representação do corpo feminino como objeto pelas plataformas midiáticas, de forma que fique sujeito à multa se houver descumprimento do códiogo, para que assim o pensamento machista pare de ser reforçado e estimulado pelas propagandas. Além disso, o MEC - Ministério de Educação deve inserir Educação Sexual nas escolas, para que seja ensinado de forma didática aos alunos quais são os comportamentos que são considerados abusivos e que não devem ser reproduzidos pelos mesmos. E, somente assim, o corpo feminino deixará de ser exposto e visto como um objeto e como uma propriedade alheia.