Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 01/08/2021
“Quero andar sozinha porque a escolha é minha / Sem ser desrespeitada e assediada a cada esquina”. Esse trecho da música “Respeita as minas” da cantora Kell Smith, busca exibir a realidade da maioria das mulheres que são constantemente alvo de desrespeito no âmbito social. Infelizmente, percebe-se que tal afirmação não se limita apenas a música, visto que o assédio sexual está cada vez mais presente no Brasil. Portanto, faz-se necessário analisar as bases que sustentam essa problemática, a citar, a visão machista e a desvalorização a fala da mulher, afim de desbancar tais alicerces prejudicais.
É relevante abordar, primeiramente, que perspectiva machista é um dos principais problemas que deram início ao assédio, dado que o sentimento de posse e superioridade acerca do corpo feminino ainda persiste. Vale ressaltar que desde a idade média a mulher é vista como uma propriedade, como um simples objeto para satisfazer o prazer do homem, assim colocada em um patamar de inferioridade e até ofensivo. Mesmo hoje possuindo mais autonomia e formas de se expressar como o feminismo, movimento que busca a igualdade de gênero e mais respeito as mulheres, ainda são sujeitas a vivenciar casos de repulsa a si mesmas envolvendo do assédio ao estupro.
Em sequência, é de extrema importância fundamentar o desprezo associado a fala feminina como um forte impulsionador para o assédio sexual, sendo que muitas vezes ao relatar episódios de assédio, não são consideradas ou são confrontadas injustamente. Dentro dessa conjuntura, é válido ressaltar o caso da modelo Mariana Ferrez que ao relatar casos de assédio e estrupo foi totalmente constrangida por um júri constituído por homens possuindo sua palavra como incoerente, fato que reforça ainda mais a falta de consideração à mulher, posto que similar ocorre com outras mulheres diariamente. Diante dos fatos apresentados, é inadmissível que tal cenário continue a perdurar.
Depreende-se, então, a necessidade de combater essa situação de assédio sexual no Brasil. Para isso, é imprescindível que o Poder Judiciário do país, órgão responsável por julgar as ações na lei, por intermédio da divulgação midiática, como redes sociais que são usadas frequentemente pela maioria da sociedade, mostre apoio as mulheres, reforçando que o assédio sexual não será tolerado e que as devidas providências serão tomadas acerca do sujeito que cometeu o ato desrespeitoso. Assim, um número maior de mulheres sentirão mais segurança em denunciar casos como esses e o assédio será diminuído até sua devida extinção.