Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 04/08/2021
Na série “13 Reasons Why”, mostra a trajetória da estudante Hannah, que ao sofrer assédio sexual, não denúncia o agressor e esconde a violência e, por consequência, acaba desenvolvendo problemas psicológicos. De maneira análoga à ficção, dezenas de mulheres, no Brasil, passam ou já passaram por algum tipo de assédio sexual, sendo que a maioria, se cala diante desse óbice que deve ser combatido. Para tanto, deve-se superar os desafios para erradicar esse panorama, tais como a naturalização do assédio e a falta de amparo às vitimas.
Inicialmente, é certo ressaltar que a atenuação por parte da sociedade em relação as agressões físicas e verbais sofridas pelas mulheres é um entrave que deve ser superado. Tal cenário é notório, principalmente, em ambientes públicas onde a parcela feminina é alvo frequente de situações constrangedoras, como cantadas de cunho sexual e contatos físicos desrespeitosos por parte de homens. Nesse aspecto, o que mereçe destaque, contudo, e que muitas vezes, a vítima não reage por medo e nem mesmo e defendida por pessoas ao redor, reafirmando assim, o pensamento do filósofo Karl Marx acerca da ideologia da naturalização, no que tange a aceitação de situações caóticas como se fossem normais. Logo, cabe moldar a postura social para denscontruir pensamentos e atitudes errôneas.
Além do mais, outro aspecto que impossibilita mitigar tal problemática é a precária conscientização e amparo à população feminina brasileira. Isso é preceptivel pelo pouco debate acerca do assédio nas redes midiáticas, que seja proporcionada por orgão públicos, sobre como denúnciar e de que maneira se sobressair em situações como essas sem sentir receio, no entanto, isso raramente acontece. Esse cenário de negligência vai de encontro com o posicionamento de Nelson Mandela, o qual afirmou que deve-se promover coragem onda há medo, dessa forma, faz-se preciso ações que visem nortear encorajamento e auxílio a essa parcela.
Portanto, para que a postura social inerte mude e a baixa atuação estatal se modifique é necessário ações concretas. Isto posto, o Governo federal juntamente com o Ministério da Educação, deve estabelecer um debate amplo acerca do assédio sexual por meio de campanhas nas mídias e palestras em escolas, que visem disseminar a relevância de denúnciar e não se calar em tais situação de agressões independente de que origem for. Além disso, nas redes estudantís essa ação deve ser feita por intermédio de depoimentos de vítimas e com o acompanhamento de entidades judiciais para afirmar a importância da denúncia. Com isso, esse revés logo se estinguirá e ficará apenas na ficção.