Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 10/08/2021
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todo ser humano tem direito à segurança pessoal, saúde e autonomia. Embora seja um direito básico, a questão da segurança da mulher, é violada, já que o assédio sexual permeia o seu cotidiano. Nesse contexto, observa-se a opressão constante do sexo feminino, acentuada pela misoginia direcionada a ele, o que pontua problemas gravíssimos da banalização do assédio e da falta da debate sobre os efeitos de tal violência nas vítimas.
Em primeira análise, discute-se como a banalização do assédio sexual são causas latentes do problema. Em vista disso, cabe citar um vídeo que viralizou na internet no ano de 2014, o qual mostrava uma atriz andando pela cidade de Nova Iorque com uma câmera escondida. Na gravação, foram captados mais de 100 episódios de assédio direcionados a moça, muitos deles disfarçados de “elogios ‘’. Não só nos Estados Unidos, o vídeo é um espelho do que a maioria das mulheres brasileiras passa, tanto no trabalho, quanto na rua e no transporte público. Esse fato se confirma pela pesquisa realizada pelo G1, que mostra que cerca de 83% das entrevistadas já foram alvo de “cantadas” desrespeitosas na rua, mas que são justificadas como apenas elogios para mulheres bonitas.
Em segunda análise, é de suma importância o debate no que tange à questão das consequências que o assédio sexual traz para a vida das vítimas. O mito da caverna, de Platão, demonstra a situação das pessoas que se recusavam a ver a verdade em virtude do medo de sair da sua zona de conforto. Isso é exatamente o que acontece na sociedade atual, pois é preciso que as pessoas se conscientizem a respeito de como as mulheres assediadas passam a viver após tais manifestações de violência, e não simplesmente olharem para o lado e negar que o problema existe. As consequências dessas atos de crueldade podem ser terríveis, como é exemplificado no livro “Hopeless”. Na obra, é retratada a vida de uma menina chamada Leslie, que após ser vítima de assédio e abuso sexual, apresenta um caso grave de depressão, seguido de suicídio.
Portanto, medidas estratégicas fazem-se necessárias. Para isso, o Ministério da Mulher, juntamente com o Governo Federal, deve promover uma campanha que alavancar o diálogo nas redes sociais, como o Twitter e o Facebook, frente à situação do assédio sexual direcionado às mulheres, com o objetivo de informar as pessoas sobre como graves consequências disso no futuro delas e da sociedade em geral. Além disso, as ONGs voltadas ao universo feminino podem organizar eventos participativos para a população, visando a conscientização de mais cidadãos que podem ser atuantes na busca de soluções do problema.