Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 17/08/2021
Pesquisadores da Universidade de Tubingen publicaram na revista Economics & Human Biology sobre a “notável” igualdade que existia entre homens e mulheres noruegueses da Era Viking. Por consequência, a desigualdade de gênero existente no resto da Europa intensificou o assédio sexual no Brasil. Certamente, dentre as principais dificuldades de combate a esse mal, estão o machismo e a banalização desse tema.
Antes de tudo, vale destacar que a sociedade europeia era patriarcal, o que auxiliou no desenvolvimento do machismo. Essa situação é tratada por Gilberto Freyre em “Casa-Grande & Senzala”, onde o patriarca detém todo o poder e autoridade, deixando à mulher responsável apenas pelo cuidado dos filhos. Ademais, na história do Brasil era frequente o abuso sexual às escravas, praticado por senhores de engenho ou feitores. Então, consegue-se perceber a relação entre o patriarcalismo e o machismo.
Sobretudo, cabe ressaltar que as algumas vítimas não veem o ato de assédio como o mesmo. Segundo a promotora de justiça do Ministério Público de São Paulo, Silvia Chakian, banalização e normalização do assédio sexual faz com que muitas mulheres não consigam identificar o ato como assédio sexual. Sendo assim, se elas continuarem com esse pensamento, o número de casos desse male nunca vai diminuir.
Portanto, com o intuito de diminuir reduzir os casos de assédio sexual, o Governo Municipal, com o apoio de ONGs especialistas no assunto, deve esclarecer a população feminina sobre a questão e ensinar a identificar o ato, tudo isso através de campanhas públicas sobre os males sociais. Outrossim, os institutos educacionais podem, por meio de seminários, informar as alunas sobre como identificar e agir diante de tal situação. Dessa maneira, as mulheres viverão em uma sociedade conscientizada.