Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 16/08/2021

Os atos sexuais contra a vontade das mulheres, muitas das vezes,  é algo que não é muito debatido, por se tratar de um taboo moderno, que foi romantizado na sociedade, e com isso, muitas pessoas naturalizam tais atos, e também, em muitos casos, os assediadores, estão nos ciclos de relacionamentos, como: um tio, professor entre outros, Mas se aproveitam de sua posição, que não chama atenção e faz ameaças a vítima. Assim, a pessoa assediada, fica dependente das outras pessoas ao seu ao redor.

As relações sexuais abusivas, em diversos meios, é tratada de maneira normal, algo que, é muito errada, como no caso do filme The End of Evangelion: que retrata abusos, por parte de Gendo Ikari, um comandante contra a personagem Rei Ayanami,  que álem de ser mulher, é menor de idade, ainda ao fato do filme, deixar implícito, que a violência e abuso sexuais, é algo que é necessários para nossa existência.

Os Relacionamentos abusivos, em grande parte das vezes ocorrem por parte de pessoas próximas - principalmente contra menores de idade.  Segundo os números do Ministério da Saúde, dois terços dos episódios de abuso registrados em 2018 ocorreram dentro de casa. Em 25% dos casos, os abusadores eram amigos ou conhecidos da vítima, em 23%, o pai ou padrasto.O Brasil registrou ao menos 32 mil casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes em 2018, o maior índice de notificações já registrado pelo Ministério da Saúde, segundo levantamento obtido pelo GLOBO.

Com isso, pode se concluir que, em muitos casos, a naturalização de tais atos, acaba impedindo de que as vítimas, notem de estarem em relacionamento abusivo, Para Vicente Faleiros, sociólogo e autor de livros sobre o tema, o discurso governamental trata a educação para sexualidade como algo “imoral”. - A vítima de abuso precisa de informação. Precisa saber reagir, contar, dialogar, e não ser silenciada. Caso contrário, ela é silenciada duas vezes: pelo abusador e pela política pública, que determina que não se fale sobre o assunto - afirma. Promovendo workshop nas escolas, especialistas na área de defesa dos direitos da infância atribuem o aumento ao investimento em campanhas, abertura de canais de denúncia e formação de profissionais para a identificação de situações de abuso.