Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 08/10/2021
A Declaração Univerasal dos Direitos Humanos defende que todos os indivíduos são iguais em dignidade e direitos. Contudo, frequentemente, o sexo feminino é considerado como inferior em um cenário de uma sociedade machista, em que, devido a isso, ele se torna mais susceptível a sofrer com a violência física e/ou psicológica. Nesse contexto, percebe-se que o assédio sexual é mais um dos problemas enfrentados por cidadãs brasileiras, o qual persiste devido a sua normalização e ao medo da impunidade. Desse modo, são necessárias medidas que reduzam os casos de assédio sexual no Brasil.
Inicialmente, destaca-se que a naturalização do assédio sexual é um desafio na sociedade brasileira. Em seu ensaio, “Sobre a liberdade / a sujeição das mulheres”, o sociólogo John Sturt Mill defende a ideia de que há séculos a mulher é considerada inferior “por natureza”, porém elas estão marginalizadas em benefício exclusivo dos homens. Igualmente, a mulher é vítima do machismo que normaliza o assédio sexual praticado pelo sexo masculino. Nesse sentido, ela pode ser considerada culpada por ter sido assediada, já que estava com uma roupa curta e/ou decotada. Além disso, o assédio pode ser considerado como uma ação inofensiva e não como um ato de constrangimento. Dessa maneira, as brasileiras sofrem com a persistência do ideal machista na coletividade.
Ademais, convém lembrar que o medo da impunidade impede a vítima de denunciar seu agressor. Nesssa perspectiva, por exemplo, um chefe passa a assediar sua empregada, ao se apoiar no fato de ser seu superior. Nesse caso, há um cenário de violência implícita, em que a mulher sente-se inferior como pessoa e o agressor a domina hierarquicamente, visto que ele possui poder aquisitivo e ela carece de tal recurso, ao depender do assediador para ter um trabalho. Tal situação converge com o termo “violência simbólica”, elaborado pelo sociólogo Pierre Bourdieu, no qual ele define uma violência em que não há coação física, mas causa danos psicológicos e faz com que a vítima sinta-se inferiorizada perante o indivíduo dominante, Assim, a funcionária não teria coragem de denunciar seu chefe, pois sentiria-se em desvantagem diante do “poder” que ele possui.
Logo, alternativas devem ser apresentadas para a resolução da problemática que envolve o assédio sexual no Brasil. Para tanto, o Ministério da Mulher precisa realizar campanhas, mediante as redes sociais, tais como Facebook e Instagram, que conscientizem a sociedade sobre o perigo que o machismo ocasiona às mulheres e a necessidade de enxergar o assédio sexual como um problema a ser combatido, a fim de proteger as brasileiras. Outrossim, o mesmo órgão deve fiscalizar as empresas, com o fito de desfazer relações abusivas e garantir apoio à causa das mulheres. Com tais ações, provavelmente, o sexo feminino usufruírá de mais igualdade.