Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 25/08/2021
Em pleno século XXI ainda temos a inegável imagem objetificada da figura feminina. O assédio sexual é o ato de constranger alguém com finalidades sexuais, prevalecendo-se de posição de poder. Essa forma de violência é algo tão banalizado que é possível citar vários casos durante um único dia. De acordo com pesquisas do IBGE, pode-se observar que cerca de 35% das mulheres já foram perseguidas de alguma forma. Homens muitas vezes se sentem livres para ofender mulheres com palavras sexualizadas, chegando às vezes até a tocar em seus corpos sem seu consentimento.
Primeiramente, vale destacar uma campanha realizada pelas jornalistas, Juliana de Faria e Karin Hueck, denominada “Chega de Fiu Fiu” que visava combater o assédio sexual em locais públicos. As jornalistas realizaram uma pesquisa que revelou que 85% das mulheres entrevistadas já tiveram seu corpo tocado sem seu consentimento em um espaço público. A pesquisa também revelou que 83% das mulheres consultadas declararam que não gostam de receber cantadas na rua. Os resultados contradizem a ideia de que as mulheres preferem receber elogios em público de estranhos, um argumento que até refutaria o assédio.
Além disso, podemos observar que conforme o décimo terceiro Anuário Brasileiro de Segurança Pública, foram registrados em 2018 mais de 66 mil estupros no nosso país. Isso dá em torno de 180 estupros por dia, sendo que cerca de 80% das vítimas eram mulheres e mais da metade tinha até 13 anos. É como se cada hora quatro meninas de até 13 anos fossem estupradas no Brasil. O jornal BBC News também relata que as mulheres não têm um lugar seguro no Brasil, visto que cerca de 1,6 milhões já foram espancadas ou sofreram tentativa de estrangulamento.
Portanto, em vista do que foi apresentado, o governo em parceria com a Secretaria de Política para as Mulheres, deve investir na criação e na ampliação de leis, que visam facilitar a denúncia e punir adequadamente o agressor. Fora que com o intuito de desenvolver medidas para pode minimizar os casos de violência sexual, o governo também deve financiar projetos em busca de leis mais rígidas contra tal violência no Brasil.