Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 25/08/2021

O assédio sexual é definido por lei como todas as atitudes carregadas de desrespeito, que são capazes de constranger ou provocar desconforto naqueles a quem são direcionadas. Não é um problema recente, mas é ridículo o fato de em pleno século XXI os números de assédio ainda serem altos. Nesse contexto é necessário que, tanto a população, quanto as autoridades, ajam com indiferença em relação ao assunto e urgem medidas capazes de solucionar ,ou ao menos reduzir, essa problemática.

Primeiramente, deve-se mencionar, que mais de 26 mil pessoas entraram na Justiça por assédio sexual apenas no ambiente de trabalho entre janeiro de 2015 e janeiro de 2021, de acordo com dados compilados pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Em 2020, a média foi de 204 processos abertos por mês; quase sete por dia. De certa forma, esse elevado número está relacionado com o sistema de ensino brasileiro, onde deveria ser ensinado desde cedo que os homens devem conter suas atitudes e ter empatia.

Paralelo a isso, outro fator que colabora para a manutenção da cultura do assédio na população brasileira é o desconhecimento dos limites entre elogio e abuso. Muitos indivíduos ainda trazem uma herança patriarcal, na qual acreditam estar elogiando ou se aproximando das vítimas quando praticam o assédio. Percebe-se, portanto, que há uma grande diferença entre ambos os casos que deve ser definida pela própria vítima, a partir da experiência que a situação lhe causou.

Infere-se, portanto, que o número de assédios sexuais é um mal para a sociedade brasileira. Sendo assim, cabe ao Governo Federal construir mais delegacias da mulher, a fim de atenuar a prática de estupro na sociedade, além de aumentar a pena para quem o praticar. Ainda cabe ao Ministério da Educação implantar um sistema de ensino onde os meninos sejam ensinados desde cedo que não é não, por meio de novos métodos didáticos informando-os onde deve-se parar, diminuindo, assim, os casos de assédio sexual. Ademais, a sociedade deve se mobilizar em redes sociais, com o intuito de conscientizar a população sobre os males e os perigos do estupro.