Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 25/08/2021
Desde os primórdios as mulheres são consideradas frágeis e com o machismo, de acordo com a época ou o país isso pode ser mais acentuado ou menos. No Brasil e em grande parte do mundo ocidental na década de 50, as mulheres só serviam para limpar casas e de meio sexual tanto para a reprodução quanto para prazer, até mesmo seus direitos políticos eram inexistentes. Progredimos com a criação da Lei Maria da Penha, mas ainda é preciso fazer muito para mudar essa realidade.
O assédio em si é um ato tão frequente que as mulheres por muitas vezes nem os denunciam, por vergonha ou medo de retaliação. O site R7 fez uma pesquisa com mulheres paulistanas sobre quais os lugares que elas mais são assediadas e segundo elas o lugar mais propenso a assédio são os transportes públicos com 52% dos “votos” delas, depois veio as ruas com 20% seguido por bares e casas noturnas com 7%. Um número bem considerável também teve seu aumento no local de trabalho, que no ano de 2020 22% das mulheres disseram que já haviam sido assediadas e esse número aumentou para 31% no ano de 2021.
Além disso, essa prática é “estimulada” por diversos fatores, um exemplo muito presente no Brasil é um estilo de música conhecido como “funks proibidões” que na maior parte das vezes possuem letras que degradam a imagem das mulheres. Pode-se exemplificar isso com uma música que diz que a mulher não pode usar short curto, não pode usar batom, pois assim ela “pede” para ser assediada.
É possível perceber que medidas públicas precisam ser tomadas, além do 180 número para denúncias anônimas de quem ouve ou sabe de violência doméstica contra mulheres, o governo poderia criar um site ou app onde com uma identidade anônima a mulher possa contar sobre o assédio que sofreu sem que tenha que se expor, assim os dados sobre o ocorrido serão enviados para a delegacia da mulher mais próxima, onde poderiam investigar o caso, e garantir a sua proteção imediata, através de uma medida protetiva determinada pelo poder judiciário ou policial.
Já as escolas podem criar atividades lúdicas desde as mais tenras idades, onde ensinam a igualdade de gêneros e a importância das mulheres na sociedade e no mundo. Primordial mudarmos a visão machista do nosso país lá do início, da criação dos meninos para não se tornarem agressores e abusadores e das meninas para não aceitarem abusos, sejam verbais ou sejam físicos.