Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 25/08/2021

O assédio sexual caracteriza-se como incitações sexuais e eróticas, inoportunas por parte de uma pessoa que em uma circunstância e situação de superioridade e confiança dentro do ambiente público ou de trabalho, aproveita-se do seu nível hierárquico para estabelecer uma relação platônica com a vítima. Este ato acontece tanto com mulheres, como também com homens. Esse acontecimento, infelizmente, tem grande ocorrência dentro do cenário nacional e mundial. Os lastimados por esta prática, apresentam diversos traumas psicológicos, e sentem-se extremamente mal e inseguros com relação a decisão a qual devem tomar para resolver o problema, pelo medo de serem criticados, e motivo de chacota, tornando a diminuição dos casos de assédio um problema sério dentro da sociedade.

Segundo pesquisa realizada pelo G1 em Outubro de 2020: 47% das mulheres mulheres entrevistadas já sofreram assédio sexual, e 15% pediram demissão. A pesquisa relata também que das 47% de mulheres que sofreram assédio sexual, somente 5% destas recorreram ao RH (Recursos Humanos) das empresas para reportar o caso. Os 47% demonstram um pouco menos do que a metade do total de entrevistados, mostrando estatisticamente o quão grave é este problema atualmente.

Os cargos estratégicos e de nível hierárquico elevado são os mais recorrentes: “Entre as entrevistadas que declararam desempenhar a função de gerente, 60% afirmaram terem sido vítimas de assédio. No caso de diretoras, o número chegou a 55%”. Mostrando que dentro dos cargos executivos, há grande ocorrência de assédio sexual. Observa-se que as vítimas na maior parte dos casos, não denuncia e nem reporta casos desta natureza para a área de RH das empresas, fazendo-se necessário a veiculação da informação de que esta área está pronta para ajudar e dar suporte aos funcionários.

Uma solução cabível é a criação e ampliação de áreas de Compliance (Conformidade) e Recursos Humanos, pelos líderes das empresas, tornando o ambiente de trabalho um local saudável. Já no âmbito público, como nas cidades e em situações do dia a dia, o reforço do canal de denúncias e do suporte público torna-se essencial, coagindo com o reforço de palestras e cursos ministrados por profissionais da área, como psicólogos, executivos de recursos humanos.