Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 27/08/2021
Segundo o ex-governador do Estado da Virgínia dos EUA, Patrick Harry, a sociedade opta em fechar os olhos diante de uma verdade dolorosa. Por essa lógica, as raízes da exploração sexual estão conectadas à construção histórica da sociedade do Brasil. Por conseguinte, os fatores de cunho social e econômico contribuíram para a geração da prática.
De acordo com o filósofo Émile Durkheim, é durante a infância que são construídos os preconceitos morais. Nesse sentido, a exploração sexual no Brasil é o reflexo dos bandeirantes e senhores de engenho que visavam a superioridade ao seu favor, referente aos indígenas e africanos, onde estes além de serem escravizados eram usados para práticas sexuais. Tais atitudes eram livremente aceitas pela sociedade, como também, ensinadas aos filhos. Em vista disso, as marcas comportamentais das épocas citadas ainda presenciam-se. Contudo, é necessário um reajuste psicológico na população.
Atualmente, o número de casos de exploração sexual vem crescendo assombrosamente. Esse problema social interfere na formação de futuros cidadãos aptos à vida em comunidade. Ponderando que as denúncias aludem a milhares por ano, e suas principais vítimas são, em sua maioria, crianças.
Portanto, é evidente que a exploração sexual é resultante de séculos de ensinamentos desfigurados, onde seu combate deve ser priorizado no âmbito familiar. Desse modo, o Poder Legislativo é concebido para a criação de projetos de leis que tornem ignóbil a comercialização e exploração de tais práticas, com o propósito de coibir esse tipo de crime. Além disso, é fundamental maior participação das ONGs, exercendo através de passeatas, palestras e visitações nas comunidades o conhecimento e apresentação do assunto de modo preciso e prático, com o objetivo de conscientizar a precaução e combate a esses casos.