Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 27/08/2021
Assédio sexual nos dias atuais
O assédio sexual pode exprimir muitas formas. Pode ser a opressão física ou verbal virada a outra pessoa com uma conotação sexual. É considerado um modo de violência, por determinar uma ação que força e viola à vontade, a alternativa e o espaço do correspondente. Elaborar piadas ou trocadilhos com o tema sexual, solicitar insistentemente para um encontro, tocar ou apalpar sem a permissão são algumas das situações que configuram o caráter de assédio. Até mesmo o elogio de um estranho na rua e o assobio quando uma mulher passa é considerada uma forma dessa violência.
Os casos de assédio estão ocorrendo em qualquer lugar, lamentavelmente, lugares públicos e privados têm tornado ambientes dessas situações, ocorrendo casos explícitos ou sonegados. Além disso, não tem um esquema de gênero que assedia e o gênero que é assediado, porém, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), 78% das mulheres já passaram por uma situação de assédio. Entre os homens, 24% admitiram praticaram algum ato de assédio.
Conforme fundamentala a promotora Silvia Chakian, estudos e pesquisas na área apontam que o assédio é gerador de diversos efeitos negativos “Incluindo transtornos de ansiedade, depressão, perda ou ganho de peso, dor de cabeça, estresse e distúrbios do sono”, lista. “Isso sem contar a queda de rendimento profissional e a dificuldade de desenvolver plenamente seu potencial de trabalho. É o que denominamos de custo social e econômico da violência contra a mulher”.
É direito da vítima recorrer à justiça para que não permaneça sofrendo os constrangimentos. Pensando no âmbito educacional, as crianças devem ser educadas e conscientizadas sobre o assunto desde cedo, para que compreendam a gravidade dos atos de assédio e respeitem o espaço e o direito individual de cada um.