Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 27/08/2021

“Não” ao abuso sexual

O abuso sexual acontece quando um indivíduo pratica atos libidinosos com outro sem que haja o consentimento de uma das partes, tanto com carícias sexuais à outra sem que ela esteja de acordo com a situação, quanto com a obrigação à prática de relações sexuais, utilizando meios emocionais e/ou agressões físicas para estes. Além disso, é também considerado um abuso, quando o agressor mostra seu órgão sexual ou realiza masturbação em frente à vítima, sem que ela queira que aquela situação se concretize. Como consequência das problemáticas acima apontadas, estudiosos afirmam que após o ato, a vítima poderá ter marcas profundas e dolorosas, sendo comum haverem pesadelos frequentes e repetitivos, índices de baixa auto-estima, medos que não eram decorrentes antes, fobias, maior desconfiança e/ou dificuldade para se relacionar com outras pessoas que não sejam de sua confiança, dificuldade para se alimentar -podendo alavancar transtornos alimentares como a anorexia ou até mesmo a bulimia- , maior tendência ao uso de drogas lícitas e ilícitas, dentre outros.

Mesmo diante de tantas consequências, ainda existem pessoas que acreditam que esses atos inconscientes não são abusos, entretanto segundo alguns dados apresentados pelo Ministério da Saúde, apenas a violência sexual em crianças de até nove anos de idade já representa cerca de 35% do total das notificações apresentadas, ficando pouco atrás de negligência e do abandono. É possível, infelizmente, que esses índices de violência sexual sejam ainda maiores, devido à séries de fatores que dificultam a identificação de casos como estes. Para a Organização Mundial de Saúde(OMS), a violência sexual contra menores de idade é um dos maiores problemas de saúde pública populacional da atualidade. Diversos estudos internacionais sugerem que cerca de 36% das meninas, e 29% dos meninos já sofreram algum tipo de abuso sexual.

Para a resolução ou diminuição desses problemas, uma boa opção seria a implementação de novos projetos educacionais nas escolas, para que desde jovens, os indivíduos aprendam a respeitar o próximo e perceber a gravidade de tais situações. Como já afirmava o filósofo francês adversário do iluminismo e da teoria política em que se baseou a Revolução Francesa, Louis Bonald, “A cultura forma sábios; a educação, homens.”, contudo, proporcionando uma melhor educação e conscientização ainda dentro das escolas, o índice destes ocorridos diminuiria gradualmente em longo prazo.