Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 07/09/2021
Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Fora da ficção, percebe-se aspectos semelhantes no que tange à questão dos casos de assedio sexual no Brasil. Nesse sentido, é racional afirmar que o problema persiste em razão da má influência midiática e da insuficiência governemental.
Primeiramente, o silenciamento da mídia caracteriza-se como um complexo dificultador para combater o assedio sexual. De acordo com Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, é possível observar que os grandes veículos de informação não trazem à pauta esse tipo de problema, promovendo o medo e silenciamento das denúncias.
Além disso, há a insuficiência governamental como promotor do problema. Nesse viés, John Locke defende que “as leis fizeram-se para os homens e não para as leis”. Dessa forma, percebe-se a irresponsabilidade governamental referente à execução de ações para promover a redução dos casos de assedio sexual no Brasil, que também precisam ser levadas em consideração, principalmente, para fins de respeito e empatia.
Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Para isso, o Ministério da Cidadania, com o apoio do Ministério da Educação, deve criar campanhas nas redes sociais, por meio de relatos de pessoas que foram vítimas desses acontecimentos, com a finalidade de instruir e reverter o silenciamento midiático, além de incentivar o registro de denúncias em delegacias especializadas. Assim, problemas relacionados aos casos de assedio sexual podem ser combatidos.