Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 18/09/2021

Durante uma entrevista ao “podcast” Podpah, a rapper brasileira, Azzy, relata que quando tinha quatorze anos participava das batalhas de rima e seus colegas gritavam para ela mostrar os seios, porém, ninguém interferia na atitude dos meninos. De maneira análoga, o modo do qual muitos indivíduos não intervêm diante uma cena de importunação sexual, contribui para a dificuldade de reduzir o crime no Brasil.  Dessa forma, cabe analisar a principal causa, como a culpabilização da mulher,  a consequência, como problemas de saúde e uma possível medida.

Sob esse viés, é válido ressaltar que muitas vezes a sociedade culpa as meninas pelo o assédio ao invés do assediador. Nesse sentido, na série “Al Rawabi school of the girls” retrata em uma cena a aluna Layan tentando notificar a sua professora que a sua colega, Nolf, foi molestada, entretanto, a educadora não fez nada, e disse que a culpa disso foi da garota por estar com uma roupa curta.  Á vista disso, pode-se afirmar que os pensamentos machistas como: é por causa da vestimenta, as moças que provocam, é instinto dos meninos etc, faz com que os crimes permaneçam. Portanto, é inaceitável que essas ideias continuem deixando os homens impunes de seus atos.

Ademais, o assédio faz com que muitas mulheres desenvolvam problemas de saúde. De acordo com o jornal acadêmico Jama Internal Medicine, as moças que passaram por importunação possuem três vezes mais possibilidades de desenvolverem ansiedade e insônia do que as que não sofreram. Diante a isso, é possível dizer que os abusos verbais que as garotas sofrem não são elogios, e sim comentários criminosos que podem afetá-las mentalmente. Sendo assim, é inadmissível que as vítimas permaneçam sem apoio psicológico.

Desse modo, cabe a mídia e ao Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos reduzirem os casos de abusos verbais. A televisão, por sua vez, solucionaria o problema por meio de novelas, filmes e afins com uma narrativa de que as meninas não possuem culpa pelos seus importunos, pois assim, muitas pessoas mudariam um pouco de sua mentalidade. Enquanto o Ministério, por sua parte, disponibilizaria - por meio de um programa - psicólogos para as mulheres  que tiveram sua saúde mental muito afetada. Dessa forma, é possível controlar um pouco o problema.