Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 11/10/2021
‘‘Senti uma das suas mãos nojentas,tocarem meus seios’’, trecho retirado do livro, mortes de primavera, escrito pelo autor nacional Douglas Ribeiro. Como visto uma das personagens relata ter sofrido assédio e tendo tido seu corpo tocado sem sua permissão, mas se manteve calada por medo/vergonha do ocorrido, se culpando por ter sido assediada. Em conexão com tal situação o assédio faz parte da realidade brasileira,de acordo com uma Pesquisa divulgada pela organização internacional de combate à pobreza ActionAid 86% das mulheres afirmam já terem sido vítimas de assédio e boa parte dessa parcela, já teve seu corpo tocado sem seu consentimento, para que seja possível erradicar tal problema é necessário que entendamos os desafios para reduzir os casos de assédio sexual no Brasil.
Atualmente é comum observarmos a romantização do assédio principalmente por meio de músicas ilícitas, que normalmente tem como intuito incentivar alguém do sexo masculino a ter atitudes ou comportamentos sexuais extremamente machistas como na música ‘‘vou te levar pro beco e do beco’cê não escapa’’ pois analisando a letra dessa música é possível perceber que é feito uma apologia ao estupro, pois é mencionado que determinado indivíduo iria levar uma jovem em um beco a incapacitando de uma possível fuga além disso atos sexuais iriam acontecer independente se a vitíma não estivesse de acordo. Este é um dos principais motivos para que haja a fortificação da cultura do estupro( que está ligada a comportamentos tanto sutis, quanto explícitos que silenciam ou relativizam a violência sexual contra a mulher).
Outrossim é necessário mencionar que para 30% dos homens, a mulher que usa roupas provocativas não pode reclamar se for estuprada (informação retirada do G1), ou seja afirmações que culpam elas por ter sido agredida sexualmente seja fisicamente ou verbalmente, faz com que muitas deixam de denunciar e relatar determinados acontecimentos desconfortáveis nos remetendo a situação que a personagem do livro mortes de primavera enfrentou. Devemos entender que roupa não é convite, pois é evidente que nenhuma jovem enquanto se vesti irá pensar:‘‘Nossa vou vestir este vestido, para que eu possa sofrer um abuso’’, é preciso entender que não importa o que aconteça nenhuma mulher tem culpa de ser assediada e muito menos estuprada.
É notável, portanto que medidas são necessárias para solucionar o problema, e para isso é recomendado que as escolas promovam atividades de cunho pedagógico com o intuito de promover e ensinar sobre a importância da igualdade de gênero, para que meninos sejam orientados a desde pequenos agirem com empatia sem agredir ninguém do sexo feminino (ou vice versa), e meninas teriam de receberem a orientação de em casos de agressão sexual denunciarem sem medo.