Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 03/11/2021
No romance filosófico “Utopia”, criado pelo escritor inglês Thomas Morus no século XVI, retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente perfeita e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia, mostra-se distante da realidade contemporânea no tocante ao assédio sexual, que é um problema a ser combatido no Brasil. Esse panorama lamentável ocorre não só em razão de uma educação ineficiente, mas também de uma desigualdade social.
Nessa linha de raciocínio, é primordial destacar que a carência de investimentos em educação deriva da ineficiência do poder público, no que concerne à criação de mecanismos, os quais coíbam tais recorrências. Sob a perspectiva do filósofo contratualista John Locke, o Estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais dos indivíduos. Entretanto, é notório o rompimento desse contrato social no cenário hodierno brasileiro, visto que, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, frase dita por Nelson Mandela, ou seja, uma educação precária permite a perpetuação de problemas na sociedade, como o assédio sexual.
Além disso, a escassez de igualdade social apresenta-se como outro desafio da problemática. Uma vez que o Brasil ocupa colocações superiores a 15 º no ranqueamento do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto ocupa posições inferiores a 75 ° na classificação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), pesquisas feitas respectivamente pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pela Organização das Nações Unidas (ONU). Ou seja, existe uma minoria detentora de grande parte de todo o capital nacional, e consequentemente, assim como Maquiavel falou “de poder ao homem, e descobrirá quem ele realmente é”, podendo ocasionar em um abuso de poder e em um assédio sexual.
Infere-se, portanto, a necessidade de mitigar os desafios para reduzir os casos de assédio sexual no Brasil. Assim, cabe ao Congresso Nacional, mediante o aumento do percentual de investimentos, o qual será proporcionado por uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias, ampliar os investimentos em educação. Para uma melhoria no sistema de ensino, com o efeito de diminuir a desigualdade social, com o objetivo de acabar com o assédio sexual. Dessa forma, poder-se-á concretizar a “Utopia” de Morus na sociedade brasileira.