Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 09/11/2021

Durante o Império Romano, a mulher era vista apenas como um objeto sexual pertencente ao sexo masculino. Analogamente, no Brasil, essa mentalidade arcaica, infelizmente, ainda permanece, visto que mulheres são assediadas constantemente no espaço público. Ademais, há práticas de violência contra esse grupo social, devido a sua objetificação. Nesse sentido, convém analisar as principais causas, consequências e uma possível medida a esse impasse.

Sob essa óptica, o sociólogo Zygmunt Bauman caracteriza a modernidade atual como liquída, devido a fluidez das relações e o individualismo. Dessa maneira, uma educação de base molda uma sociedade consciente sobre os direitos das mulheres. Contudo, a negligência de uma conscientização em massa, perpetua comportamentos machistas em espaços públicos e mantém o esteriótipo de que a mulher é propriedade do gênero masculino representando o individualismo - fator responsável pela indiferença e o desrespeito dos indíviduos. Destarte, é necessário mais empatia e respeito do corpo social.

Além disso, o pensador Gilberto Dimenstein caracteriza os direitos da Constituição de 1988 somente na teoria, visto que eles não ocorrem na prática. Dessa forma, a proteção das mulheres é um dever constitucional e garante a equidade entre os indivíduos. Todavia, a insuficiência de políticas públicas que visem a segurança e a defesa da mulher permite que elas sejam agredidas e violentadas diariamente e não há punição devida aos agressores, mantendo o descaso que se perpetua desde o Brasil colonial, na qual as mulheres eram vitímas de violência. Desse modo, é imprescindível mais comprometimento do Poder Público.

Em suma, o assédio sexual é um problema que precisa ser resolvido. Portanto, o Poder Legislativo - responsável pela legislação do Estado - deve aplicar leis mais rígidas e por intermédio dos orgãos policiais assegurar a segurança necessária a todas as mulheres em situação de agressão. Espera-se, com isso, moldar uma sociedade mais igualitária e justa.