Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 05/11/2021

O assédio pode ser dividido em duas categorias: assédio moral, que ocorre quando uma pessoa é constantemente humilhada em público e geralmente acontece no ambiente de trabalho; e assédio sexual, que ocorre quando há perseguições, insinuações, ou contato físico forçado com objetivo de perturbar uma pessoa. Posto isso, nota-se que a cultura do assédio está diretamente ligada ao machismo e à objetificação do corpo da feminino. Desta forma, no Brasil, percebe-se que as vítimas não são devidamente amparadas e, muitas vezes, desenvolvem transtornos psicológicos por conta disso.       Primeiramente é necessário entender como surgiu a cultura do assédio no Brasil. Evidencia-se que desde a colonização do Brasil já existia a objetificação do corpo da mulher, uma vez que os portugueses abusavam sexualmente das índias. Essa objetificação enraizada na cultura brasileira está presente até hoje, e faz com que os homens não respeitem o corpo da mulher e sintam liberdade de assediá-la com comentários inoportunos.

Em segundo lugar, é importante ressaltar que o assédio pode gerar traumas nas vítimas. Nesse viés, na série americana “Sex Education” a personagem Aimee foi assediada sexualmente dentro de um transporte público. Após isso, a personagem apresentou dificuldade para fazer a denúncia e ficou tão abalada psicologicamente que optou por não utilizar mais esse transporte por um tempo. De maneira análoga, percebe-se que essa experiência, somada à falta de amparo, podem contribuir para o desenvolvimento de transtornos psicológicos na vítima. Desta forma, percebe-se a necessidade de criar medidas que auxiliem as vítimas, para que elas denunciem, a fim de que os assediadores sejam punidos.

Fica claro, portanto, que há a necessidade de elaborar medidas que visem ao combate da cultura do assédio no Brasil. As escolas, incentivadas pelo Ministério da Educação, devem auxiliar no combate ao assédio. Isso pode ser feito por meio de palestras e debates sobre os tipos de assédio, de forma a desconstruir a ideia do machismo e da objetificação do corpo feminino. Além disso, as ONGs devem criar campanhas para auxiliar as vítimas e incentivá-las a denunciar. Isso pode se dar por meio de consultas com psicólogos voluntários que deem amparo psicológico às vítimas, para que elas não fiquem traumatizadas. Dessa forma, acontecimentos como de Aimee serão mais raros no Brasil.