Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 15/11/2021
Na obra “O Grito’’, de 1893, o renomado pintor francês Edvard Munch utilizou célebres nuances de pinceladas para retratar o medo nas linhas faciais do protagonista. Mais de cento e vinte anos depois, esse sentimento faz-se marcante no semblante populacional em virtue do assédio sexual no mundo, principalmente, sobre os obstáculos para a redução deste. Sob essa ótica, nota-se que a banalização dos atos machistas histórico-sociais e o apavoramento das denúncias fomentam a lamentável presença dessa vicissitude. Logo, rever as ações e a situação hodierna é imprescindível para solucionar essa chaga e garantir qualidade de vida a todos cidadãos.
Sob esse viés, enaltece-se que a cultura de permissividade, marcada pela mediocridade do sexo feminino, enraizada há décadas na sociedade global influi em condutas inadequadas. Nesse raciocínio, destaca-se que sob o pretexto dessa perspectiva errônea, vários indivíduos desrespeitam diariamente as mulheres mediante palavras sexualizadas nas ruas e toques sem o consentimento em ambientes públicos, como ônibus e metrôs. Acerca dessa linha, nesse cenário ofensivo e sexista torna-se, infelizmente, compreensível que 85% das brasileiras em algum momento da vida já sofreram pertubação sexual, consoante dados do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
Nesse tocante, ressalta-se que o amendrontamento enfrentado pelas vítimas de impertinência lascisiva osaciona intempéries para esse contingente. Nessa lógica, inúmeros pertubadores além de objetificarem as senhoras, ameaçam e ofendem mentalmente por meio do abuso de poder físico e laboral. A exemplo disso, o caso do produtor americano, Harvey Wheinstein, que usou sua influência cinematográfica na opressão das atrizes. Assim, essa situação dificulta a delação e o cumprimento de Leis, como a n° 10.224 que prevê a criminalidade da interação não consensual no Brasil. Então, nesse contexto injusto não é possível ver, desejavelmente, na prática o ideal filosófico de São Tomás de Aquino, o qual afirma que todos os seres de uma sociedade democrática tem a mesma relevância.
Portanto, diante dos fatos supracitados, percebe-se que os empencilhos na minimização desse problema não só afetam a demora de solução, mas também o bem estar de um grupo. Desse modo, urge das instituições formadoras de opiniões, tais como escolas, em parceria com ONGs (Organizações Não Governamentais), mediantes encontros semanais, fazer palestras socioeducativos à comunidade, no intuito de esclarecer a igualdade de gênero e incitar a empatia. Outrossim, cabe ao Estado em parceria com as Secretarias de Segurança Pública, por intermédio de reuniões, formular campanhas midiáticas a fim de impulsionar as queixas, atestar a proteção das feridas e efetivar a legislação. Destarte, a emoção ilustrada no quadro expressionista inexistirá nos rostos femininos na era moderna.