Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 17/11/2021
Na obra “O Grito’’, de 1893, o renomado pintor francês Edvard Munch utilizou célebres nuances de pinceladas para retratar o medo nas linhas faciais do protagonista. Mais de cento e vinte anos depois, esse sentimento faz-se presente no semblante populacional em virtude do assédio sexual no mundo, principalmente, sobre os obstáculos na redução desse. Sob essa ótica, nota-se que a banalização dos atos machistas histórico-sociais e o apavoramento das denúncias fomentam a lamentável presença dessa visiccitude. Logo, rever as ações e a situação hodierna é imprescindível para solucionar essa chaga e garantir qualidade de vida a todos os cidadãos.
Sob esse viés, enaltece-se que a cultura de permissividade, marcada pela mediocridade do sexo feminino, enraizado há décadas na sociedade global, influi em condutas inadequadas. Nesse reciocínio, destaca-se que sob o pretexto da perspectica errônea, vários indivíduos desrespeitam diariamente as mulheres mediante palavras sexualizadas nas ruas e toques sem consentimento em ambientes públicos, como ônibus e metrôs. Acerca dessa linha, nesse cenário ofensivo torna-se, infelizmente, compreensível que 85% das brasileiras em algum momento da vida já sofreram pertubação sexual, consoante dados do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
Nesse tocante, ressalta-se que o amendrotamento enfrentado pelas vítimas de injúria sexista ocasiona graves consequências para esse contingente. Nessa lógica, inúmeros pertubadores além de objetificarem as senhoras, ameaçam e ofendem psicologicamente por meio do abuso de poder físico e laboral. A título de exemplo, o caso do ator José Mayer, que usou sua influência dramaturga na opressão da jornalista abusada. De fato, a situação dificulta a deleção e o cumprimento de Leis, como a n° 10.224, que prevê a criminalidade da interação não consensual no Brasil. Então, no contexto moderno, característico na desigualdade sexual, torna-se impossível atestar o ideal de São Tomás de Aquino, o qual afirma que todos de uma sociedade democrática têm a mesma relevância e o respeito.
Portanto, diante dos fatos supracitados, percebe-se que os empecilhos na minimização do problema não só afetam a demora na solução, mas também o bem-estar de um grupo. Desse modo, urge das instituições formadoras de opiniões, tais como escolas, em parceria com ONGs (Organizações Não Governamentais), por meio de encontros semanais, fazer palestras socioeducativas à comunidade, no intuito de promover a igualdade de gênero e incitar a empatia. Outrossim, cabe ao Estado em parceria com as Secretarias de Segurança Pública, por intermédio de reuniões, formular campanhas midiáticas ao povo a fim de impulsionar as queixas, atestar a proteção das feridas e efetivar a legislação. Destarte, a emoção ilustrada no quadro expressionista inexistirá nos rostos brasileiros na era vigente.