Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 03/03/2022
O adágio “não se ensina truques novos a um macaco velho” é criticado pela neurociência moderna, porém, os cientistas concordam que o envelhecimento do cérebro é um fenômeno normal e vêm acompanhado de uma redução nas capacidades cognitivas. Mesmo assim, alguns movimentos procuram mudar costumes arraigados na sociedade, como é o caso do assédio sexual, definindo pessoas mais velhas como público alvo. Tendo em vista que o cérebro dos jovens é mais maleável, torna-se claro que esses deveriam ser o principal alvo dessas campanhas.
Quanto ao assédio sexual, por muito tempo os homens pensavam que deveriam elogiar as mulheres em ambientes públicos. No entanto, esse mito está sendo desconstruído recentemente graças a campanhas como a “Chega de Fiu Fiu” liderada pelas jornalistas Juliana de Faria e Karin Hueck. Surpreendentemente, 83% das mulheres entrevistadas nessa campanha responderam que não gostam de receber cantadas na rua. Com base nesse resultado, seria necessário ensinar essa nova norma à sociedade: mulheres não querem ser elogiadas em locais públicos.
Quanto ao ensino, são positivas as punições aplicadas aos atores de Hollywood que assediaram suas colegas de trabalho, como Kevin Spacey e Steven Seagal. Por certo que as sanções impostas mostram para a população que o comportamento desses indivíduos foi criminoso, inibindo contravenções futuras. Por outro lado, deve-se priorizar a prevenção dos problemas ao invés de sempre criar formas para corrigí-los.
Por fim, muitas das derivações do assédio sexual são comportamentos ensinados aos homens desde crianças. Para combater esse problema, as campanhas deveriam, portanto, ter os jovens como principal público-alvo. Nesse sentido, o Ministério da Educação deveria incluir aulas sobre a conduta correta que um homem precisa ter ao se dirigir a uma mulher. Dessa forma, aspectos culturais seriam discutidos e desconstruídos em sala de aula, criando uma sociedade futura mais respeitosa.