Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 16/08/2022
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, difiniu todos os direitos que são fundamentais e que devem ser garantidos à toda e qualquer pessoa. Entretanto, evidenciamos as falhas na aplicação deste ideal, uma vez que, muitas mulheres ainda sofrem de assédio sexual, o quê viola seus direitos como pessoa. Essa problemática é causada pelos paradigmas sociais advindos da ótica machista e pela cultura do estupro. Portanto, é preciso criar meios para combater essa visão de mundo machista e a cultura do estupro presente nos dias atuais.
Nesse cenário, a cultura do estupro, busca deturpar o comportamento sexual do homem para legitimizar a agressão. Conforme observamos na atualidade os atos de assédio, como assobios e até mesmo tocar o corpo da mulher sem consentimento, sendo eufemizados como “cantadas”. No entanto, a mulher em certos casos, por usar roupa curta é julgada como vulgar, culpando a própria vítima. Desta forma, evidenciam-se as restrições impostas à mulher. O homem no entanto, tem seu comportamento visto como natural.
Ademais, o pensamento machista estabeleceu a mulher como submissa ao homem, tornando-a vulnerável à violência no ambiente doméstico e público. A campanha “Chega de fiu-fiu” mostra que 85% das mulheres já sofreram assédio em espaço público. Desta forma, constata-se que os casos de agressão não se limitam ao espaço e ocorrem em ambientes variados, prejudicando a liberdade da mulher.
Diante desse quadro, compreende-se que é de importância primordial que o governo invista na segurança pública, criando espaços exclusivos para as mulheres, iluminando becos e ruas e aumentando o policiamento nos bairros. Também, é necessário concientizar a sociedade por meio de palestras em espaços públicos e propaganda, afim de incentivar as vítimas de violência doméstica à denunciar, e evitar a banalização do assédio. Dessa maneira, torna-se possível diminuir os casos de agressão sexual, além de tornar a sociedade menos tolerável ao machismo.