Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 08/10/2022
O livro “A princesa salva a si mesma neste livro”, da autora Amanda Lovelace, é composto por poemas que relatam vários temas da vida feminina, entre eles o machismo e os assédios sexuais que a protagonista sofre frequentemente. Fora da ficção, infelizmente, a realidade é ainda pior, pois as mulheres sofrem esses crimes o tempo todo, afinal, os criminosos são incentivados pelo pensamento misógino da sociedade e pelas falhas na execução das leis.
A cultura do machismo foi construída e implantada no imaginário popular durante séculos. Por conta dela, os homens se sentem superiores e tratam as mulheres como se fossem objetos, criados para satisfazerem os desejos - principalmente sexuais - deles. Como consequência, o sexo feminino sofre desrespeitos diariamente: de acordo com o site G1, mais de 80% das brasileiras afirmam que já sofreram algum tipo de assédio. Tais dados são provas de que a misoginia ainda é presente na sociedade e deve ser combatida o mais rápido possível.
Ademais, outro fator que colabora para esses números tão altos são as falhas na justiça. Apesar de existirem leis punitivas que garantam a segurança feminina, em muitos casos elas não são cumpridas de maneira correta. Exemplo disso é o caso de Mariana Ferrer, uma influenciadora digital, que foi abusada em uma balada. Porém, seu agressor foi julgado por homens, que humilharam Mariana e não condenaram o culpado. Tal ato confirma, mais uma vez, o fato de que o machismo está presente no pensamento popular, o que prejudica as mulheres dia após dia.
Portanto, fica claro que medidas devem ser tomadas para acabar de vez com o problema. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação promova campanhas nas escolas, por meio de cartazes e palestras - ministradas por mulheres e homens defensores do feminismo -, que visem educar os alunos desde cedo sobre o machismo e o quão prejudicial ele é, o que evitará casos futuros de assédio. Outrossim, o Poder Judiciário deve ser mais rígido no julgamento desses crimes e punir os culpados por meio das leis já existentes. Com essas medidas, espera-se que o país se torne um lugar mais justo e menos misógino, deixando as histórias semelhantes às relatadas no livro de Amanda Lovelace somente na ficção.