Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 23/10/2023

A Constituição Federal de 1988 declara que homens e mulheres são iguais e devem viver em harmonia, também são invioláveis a intimidade, vida privada e a honra dessas pessoas. No entanto, é notável que isso não está sendo bem aplicado, afinal milhares de mulheres são assediadas todos os dias. Nesse sentido, a importunação sexual sofrida por essas mulheres, tem relação com a sociedade patriarcal na qual vivemos, excluindo o seu direito de viver em uma sociedade justa e igualitária perante a lei.

Em primeira análise, evidencia se que os homens dominam os direitos e deveres das mulheres durantes séculos, e isso reflete na sociedade sexista atual, influenciando agressores e assim, repetindo o ciclo. Dados de pesquisa da (UFMG), Universidade Federal de Minas Gerais, revela que o assédio sexual na maioria das vezes, possui uma diferença hierárquica entre o agressor e vítima, sendo assim, constrangendo a outra pessoa e violando sua liberdade sexual, com o efeito de ofendê-la, intimidá-la ou humilhá-la. Dessa forma, vemos como os acontecimentos a longo prazo, refletem no comportamento desses indivíduos.

Ademais, é importante salientar que isso prejudica demasiado o gênero feminino, pois na grande maioria dos casos, o abuso é praticado por homens. Esse problema causa efeitos devastadores, trazendo insegurança e medo para essa minoria e um grande trauma psicológico para as vítimas. O ativista político Nelson Mandela defende que uma liberdade parcial não é liberdade. O direito de um grupo social está sendo violado e algo precisa ser feito para mudar essa triste realidade.

Portanto, uma intervenção faz se necessária. Para isso, é preciso um plano sociocultural e politico para mudar hábitos e valores na sociedade. Desse modo, o Estado deve intervir por meio de palestras, ações publicas para promover a igualdade de gênero e educação sexual nas escolas, a fim de promover uma “consciência coletiva”, alertando todas as camadas da sociedade como excluir o pensamento machista e sexualista de homens sobre mulheres, diminuindo os casos de assédio sexual no Brasil.