Desafios relacionados à restrição do uso de celulares nas escolas brasileiras

Enviada em 05/08/2026

A obra “1984”, do renomado escritor George Orwell, retrata uma sociedade distópica na qual o governo exerce um controle comportamental — por meio de restrições — sobre os cidadãos visando construir uma população mais eficiente em suas atividades. De maneira semelhante, a restrição do uso de celulares em ambiente escolar no Brasil busca melhorar a educação dos jovens. Contudo, a baixa operância das autoridades configura um desafio para a aplicação da regra e gera um prejuízo educacional para os discentes.

Diante desse cenário, é válido falar sobre a importância das autoridades nessa problemática. Sob essa ótica, o notável filósofo italiano, Nicolau Maquiavel, aponta em sua obra “O príncipe” que a falta de ação estatal — como fiscalizar e fazer valer as regras — ocasiona desordem entre os governados. Nesse sentido, a falta de fiscalização dentro das escolas permite que os alunos desrespeitem a lei de restrição ao uso de aparelhos celulares nas escolas, como por exemplo, ao esconder o celular e utilizar pelas costas dos professores dentro de sala ou até mesmo no banheiro. Logo, para que as medidas sejam cumpridas, é dever do Estado agir para mitigar o imbróglio.

Outrossim, o problema principal do uso de tais aparelhos nas escolas é o desvio de atenção que eles propiciam. Sendo assim, o filme “Escritores da liberdade” demonstra como a educação tem um potencial para melhorar a perspectiva de vida dos estudantes, principalmente aqueles de baixa renda, e os inserir no mercado de trabalho. Sob esse viés, o uso de celulares funciona como um distrator, prejudicando a concentração e diminuindo o interesse dos jovens pelo conteúdo escolar, haja vista a alta quantidade de informações irrelevantes que circulam nas redes mais utilizadas pelos adolescentes.

Portanto, medidas são necessárias para construir um ambiente escolar livre dos telemóveis. Para tanto, o Ministério da Educação deve, através de servidores que atuam nas escolas, intensificar a vistoria com detectores de metais para que alunos não entrem em sala portando esses aparelhos, com a finalidade de que as aulas sejam o único destino de sua atenção. Dessa forma, a legislação será devidamente seguida e os alunos terão uma melhor concentração dentro dos centros de ensino.