Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 05/09/2019
Durante a década de 70, as questões ambientais relacionadas à preservação da natureza começaram a perceber o impacto negativo das tecnologias ao meio ambiente. Apesar da percepção, a economia continua afetando o ecossistema e a manutenção da vida humana. Nesse contexto, cabe analisar o impacto da flexibilização das leis ambientais e como o desenvolvimento econômico contribui com a devastação do meio.
Inicialmente, é importante reconhecer que a flexibilização das leis ambientais partem do princípio de que a norma vigente é rigorosa e causa demora na concessão de licenças. Isso porque, a agilidade no licenciamento ambiental facilita o desenvolvimento de atividades econômicas em detrimento do lucro e não da manutenção dos recursos. Consequentemente, não haverá estudo dos riscos ambientais, assim como plano emergencial para hipóteses de acidentes. Exemplo disso, é a construção da usina de Belo Monte que está sendo feita apesar dos danos socioambientais e ausência de plano de contingência.
Além disso, é cabível enfatizar o papel do desenvolvimento econômico nos desastres ambientais, visto que a globalização atua como fator para o desinteresse de empresas no âmbito da redução dos impactos gerados. Para Milton Santos, a natureza sofre um processo de instrumentalização, tornando-se um processo social e, com isso, é “desnaturalizada”, pois a atividade industrial ocupa territórios comprometendo o meio ambiente. Consequência disso é o descaso com a estrutura e manutenção de industrias mineradoras, causando desastres como o de Mariana.
Fica claro, por tanto, que a flexibilização das leis ambientais e o desenvolvimento desenfreado são entraves para o crescimento sustentável. Faz-se necessário que o Governo federal amplie a fiscalização através da formação de técnicos e compra de equipamentos para análise estrutural, assim como haja um programa de seguro governamental para que a população tenha meios de proteger a vida a propriedade e a infraestrutura pública, caso ocorra um desastre.