Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 08/08/2020

Aristóteles já na antiguidade grega, entendia ética como a busca do bem comum. Entretanto, ao se observar a relação contemporânea da humanidade com o meio ambiente, constata-se um afastamento desse ideal aristotélico e a prevalência do individualismo exacerbado, contribuindo com problemas como os desastres ambientais. Esse cenário antagônico é fruto da insuficiência midiática e traz consigo péssimas consequências, contrárias a Constituição Federal de 1988. Assim, torna-se urgente mudar esse cenário.

Precipuamente, é fulcral pontuar que as catástrofes naturais derivam do desmazelo da população, descuido este potencializado pela imperícia da mídia. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a imprensa, em vez de promover debates que elevem o nível da informação da população, influencia no consolidação do problema, não tratando com a sinceridade necessária. Por intermédio da mídia, poderíamos saber causas desses desastres, podendo preveni-las, exemplos esses como: desmatamentos, variabilidade climática, mineração, etc.

Ademais, segundo o artigo 225 da Constituição Federal de 1988, todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, e a coletividade é uma das responsáveis por tal direito. No entanto, a população não faz seu papel de cuidadora do equilíbrio ambiental, por ignorância ou comodismo, agravando com isso as calamidades ecossistêmicas, essas que ter por conseguinte: morte de peixes, emissão de poluentes na atmosfera, destruição da vegetação, empobrecimento do solo, entre outros. Dessa forma, nota-se atitudes antiéticas tanto da mídia quanto de grande parte da sociedade, que com suas ações não visão o bem-comum.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com intuito de mitigar o número dos desastres no meio ambiente, especialistas no assunto, com o apoio de ONGs também especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre os desastres ambientais. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, para maior visibilidade da campanha, seria possível a criação de uma “hashtag” para identificá-la. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do problema, e a coletividade alcançará um país ético do qual Aristóteles poderá se orgulhar.