Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 22/05/2021

Desde o período colonial, a mineração sempre foi uma grande fonte de renda ao Brasil. Esta garante o desenvolvimento e a movimentação do comércio nacional, entretanto, a falta de fiscalização e punições torna o extrativismo mineral prejudicial à fauna e flora brasileira. Tal fato é evidenciado nos desastres de Mariana e Brumadinho, assim como muitos outros rompimentos de barragens.

Sabe-se que o Brasil é carente quanto aos relatos de descaso relativos a desastres ambientais. Cinco anos após o rompimento da barragem de Mariana, a Vale, mineradora responsável pela mesma, não sofreu punições. Por outro lado, a população local, assim como a fauna e flora de Mariana continuam a sofrer com os danos causados, visto que o desastre acarretou na perda de casas, rios, campos destinados à criação de gado e de vidas humanas e animais.

Ademais, a falta de manutenção e fiscalização de áreas reservadas à mineração contribui para uma maior chance da ocorrência de desastres. Tal fato se deve, uma vez que as represas são instaladas em áreas com grande risco de desmatamento, poluição e extração excessiva de recursos não renováveis. As consequências da busca desesperada por recursos financeiros serão a causa do sofrimento de muitos pelos próximos anos.

Tendo isso em vista, com o objetivo de reduzir os impactos causados pelo rompimento da barragem de Mariana, medidas de conscientização social devem ser criadas. Para isso, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, juntamente com o Ministério da Justiça aumentar a sanção e fiscalização de empresas que não preservem o meio ambiente. Também, faz-se necessário que a mídia crie campanhas midiáticas que visem o desmatamento sustentável. Com a realização de tais medidas, um futuro melhor ao Brasil será garantido.