Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 01/06/2021
O desastre ambiental de Mariana aconteceu, principalmente, por causa da falta de conciliação ambiental e desenvolvimento econômico, além do Governo Federal brasileiro possuir uma parcela de culpa, pela falta de fiscalização no território em que a empresa mineradora Samarco, controlada pela Vale, em sociedade com a anglo-australiana BHP Billiton estava minerando.
Essa tragédia aconteceu no dia 05 de maio de 2015 em uma cidade no interior de Minas Gerais, e é considerado um dos maiores desastres na área da mineração do mundo, com uma liberação aproximada de 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério, formado em sua maioria por água, lama e óxido de ferro. Esse rejeito avançou de uma forma tão desenfreada que atingiu um rio no qual deságua no Rio Doce -importante para o abastecimento de água no Espírito Santo-, e que encontra o oceano em certo ponto.
Desta maneira muitos ambientes aquáticos ficaram bastantes prejudicados. Assim vários animas marinhos pertencentes a esses nichos acabaram morrendo gerando um desequilíbrio na cadeia alimentar e com isso o risco de extinção de espécies. Segundo uma pesquisa publicada no site da Jusbrasil cerca de 12 tipos de peixes endêmicos da região correm risco de serem extintos, pois foram diretamente atingidos pela lama de rejeitos. Sendo que tudo isso poderia ser resolvido com a manutenção e fiscalização correta da barragem, ou seja, se não fosse priorizado o lucro.
Logo, para solucionar o problema da falta de conciliação entre uma conciência ambiental e o desenvolvimento é preciso, que o Governo Federal mande profissionais específicos de certas áreas, para que eles possam passar uma visão real da situação destacada, pois de forma geral as empresas mascaram o problema para evitar um suposto “desperdício” de capital, dessa forma outros possíveis desastres serão evitados por uma simples visita de rotina.