Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 06/06/2021
Muito se discute sobre o desastre ambiental de Mariana. O rompimento da barragem de rejeitos da Samarco em novembro de 2015 destruiu o distrito mineiro de Bento Rodrigues, esse é o maior desastre do gênero da história mundial nos últimos 100 anos. Se for considerado o volume de rejeitos despejados, são 50 a 60 milhões de metros cúbicos (m³), o acidente em Mariana (MG) equivale, praticamente, à soma dos outros dois maiores acontecimentos do tipo já registrados no mundo.
O evento de Mariana serviu para mostrar a negligência e a inoperância dos órgãos governamentais frente aos eventos desta natureza. Infelizmente a empresa passa por problemas de degradação ambiental em todas suas formas: uma forte contaminação atmosférica associada a um passivo ambiental visível nos solos e águas, onde a fiscalização pelos órgãos governamentais (DNPM e FEAM) fica muito aquém do esperado.
Nestas regiões poucos são ricos, enquanto que a degradação ambiental é democratizada. A lama, contendo uma parcela apreciável de sílica, devastou as matas ciliares e ali se depositou, pelo menos em pontos mais próximos à barragem, e deve impedir a recomposição destas matas se não for removida ou recoberta com solo fértil. Sendo assim, prejudicando na vegetação do local, ficando dificil de plantar e colher algum fruto, legume, etc.
No Brasil, existem 299 barragens cadastradas pelo DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral). Dessas, 23 têm alto risco da estrutura se romper. E 138 têm alto dano potencial associado, o que quer dizer que, caso a estrutura ceda, o estrago será devastador, sendo assim, seria viável os governantes fazerem investimentos em estudos avançados ao nível de saber quando poderá de fato romper alguma barragem, e assim fazer a proteção necessária a todos os moradores do local que futuramente poderá ser afetado com os rejeitos de minério.