Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 06/06/2021

Hans Jonas desenvolveu a Ética da Responsabilidade ao pensar em consequências futuras. O filósofo atribuiu ao ser humano a responsabilidade pela manutenção da natureza e pela garantia do bem-estar e da existência de futuras gerações. Tal enredo se mostra ilustrativo do cotidiano brasileiro, visto que o desastre ambiental de Mariana comprova a negligência governamental. A partir disso, faz-se relevante analisar como a consciência ambiental e o desenvolvimento econômico compõem esse quadro desafiador, que deve ser desconstruído.

Inicialmente, para compreender esse cenário, deve-se reconhecer a importância da consciência ambiental como propulsora desse entrave. O desastre em Mariana ocorreu devido à negligência por parte dos órgãos de fiscalização, o que gerou uma grande sequela ambiental. Decerto, as informações que geram uma consciência ambiental visam garantir uma relação positiva entre o ser humano e o meio ambiente. Nesse contexto, ganha relevância o pensamento do escritor Rafael Nolêto, que afirma que preservar a natureza é a chave para manter o equilíbrio ambiental.

Outrossim, um ponto relevante nessa discussão, é o impacto no  desenvolvimento econômico. O desastre afetou atividades econômicas como a produção de milho, café, coco e cana-de-açúcar. Tendo ainda refletido na pecuária e principalmente na pesca. A nação que consegue alcançar o crescimento econômico de forma sustentável se torna livre da dependência de recursos naturais, e consequentemente, consegue garantir um equilíbrio ambiental.

Dado o exposto, é mister que o Governo Federal, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, elabore leis ambientais mais rígidas e aumente a fiscalização de mineradoras e afins, de modo a evitar desastres como o de Mariana.  Ademais, que sejam propostas  campanhas, através de verbas públicas, a fim de estimular a consciência ambiental das pessoas. Tais medidas visam combater o impasse de forma precisa e democrática.