Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 02/06/2021

O mundo sofre diversas adversidades negativas, derivadas do protagonismo humano, seja pela sedentarização do homem no período neolítico, capazes de modificar os arredores para a facilidade na vivência, ou até mesmo, nos momentos mais atuais, como o pós-guerra de 1945. Nessa época, em decorrência das consequências da guerra, foi criado o PNUMA, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, com o intuito de devolver a natureza seu espaço de direito. Porém, nos períodos recentes, ficam claras as consequências da comodidade humana, quando uma grande reserva de sedimentos, vai ao chão, o que causou prejuízos de vidas incalculáveis.

Em primeira estase, é válido destacar a busca pelo lucro e cortes de gastos como agentes fundamentais em desastres, principalmente, naqueles como o rompimento ocorrido em Mariana, Minas Gerais. De acordo com o agente publicitário Terra Notícias, a barragem da Samarco, responsável pelo desastre na região, estava em condições precárias, abaixo do nível de seguridade esperado. Isto se deve a um desleixo protagonizado por duas partes, a empresa, Samarco, que optou por ignorar “check-ups” básicos de infraestrutura em suas dependências, e aos representantes estatais responsáveis pela verificação da segurança de companhias como a Vale, proprietária da Samarco, que protagonizou um descaso ao reconhecer e fiscalizar a estrutura presente na região.

Em contraste a isto, é sabido pela maioria dos economistas a importância da atividade mineradora na economia brasileira, logo, fica clara a dependência do país gerada por este destaque econômico. Assim, a administração nacional se encontra em um impasse, o que causa um juízo de valores, uma ação que em troca de retorno monetário, perde-se a vitalidade dos solos, o abrigo de espécies nativas, e até mesmo, neste caso extremo, vidas humanas. Dessa forma, fica clara a necessidade de preservar a flora e a fauna, marca da alta biodiversidade brasileira, além de evitar baixas humanas.

Infere-se, portanto, que é imprescindível criar-se uma consciência ambiental necessárias, a fim de garantir a integridade de grandes construções. Dessa forma, o Governo federal, por meio do dinheiro recolhido pelo Estado, deverá aumentar o financiamento nos agentes fiscalizadores. Além disso, também será exigido uma maior transparência das empresas responsáveis com o público geral, expondo investimentos, ações e profissionais das áreas vigentes, isso possibilitará uma supervisão advinda de todos. Assim, espera-se implementar a consciência ambiental não só aos grandes empresários, mas a todos os cidadãos, o que permitirá a prevalência do nosso meio ambiente, um presente às próximas gerações.