Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 04/06/2021
Muito se tem discutido, recentemente, acerca dos desastres ambientais, termo que diz respeito aos eventos que afetam negativamente a sociedade e o meio ambiente, porém à frequência que esses episódios estão acontecendo só aumenta, por conta da influência e intervenção das ações humanas na natureza. O rompimento da barragem de Mariana é um exemplo disso, onde é considerado o maior desastre ambiental da história do Brasil.
Atualmente, vê-se que no sistema econômico brasileiro, Capitalismo, à busca desenfreada pelo dinheiro e lucro excessivo passou a ser considerada essencial e de maior importância para alguns empresários, colocando em risco muitas vezes à fertilidade do solo e o desenvolvimento de espécies animais e vegetais. Além disso, no que tange o desastre ambiental de Mariana, vidas foram perdidas, vilarejos foram destruidos, pessoas ficaram sem moradia, trabalho e água, o que impactou e ainda trás consequências negativas na vida e no psicológico das pessoas que passaram por esse trauma ou perderam entes queridos.
Ademais, os 43,7 milhões de metros cúbicos de residuos de minério da barragem de Mariana, não afetaram somente Minas Gerais, a lama percorreu um total de 663 quilometros até chegar ao mar do Espírito Santo, onde contaminou o Rio Doce e um mês depois da tragédia foi responsável pela morte de 11 toneladas de peixe de acordo com o G1. Convém ressaltar que a Samarco e a Vale afirmaram que a barragem estava instável, por outro lado o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) também tem parte da responsábilidade por esse acontecimento, pois legitimáram condições de segurança da barragem da Samarco.
Portanto, levando em consideração esses aspectos entende-se à importância e necessidade de maior fiscalização de barragens por parte de Instituições Governamentais. Outrossim, o cumprimento da lei de crimes ambientais que visa punir os responsáveis pela destruição significativa da fauna e flora, acrescenta-se que as empresas junto ao Governo, devem investir em maiores artigos e sinalizadores com mais tecnologia, para que desastres como esses sejam evitados.