Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 06/06/2021
Hondiernamente, é sabido que a mineração é uma das grandes fontes de renda econômica para o Brasil, a mineração vem ocorrendo desde o século XVI no estado de Minas Gerais, por meio dos bandeirantes em busca de ouro e pedras preciosas. No entanto, apesar de ser um meio importante para economia, devido à falta de fiscalização e segurança fez com que essa exploração torna-se prejudicial ao meio ambiente, isso se mostra, por exemplo, o desastre ambiental de Mariana em Minas Gerais, que aconteceu por conta do rompimento da barragem de rejeitos de minério da empresa Samarco, em 2015, assim destruindo toda a cidade, vegetação e também acarretando morte de milhares de pessoas e animais próximos a área, e também houve a poluição de grandes rios próximo a área. Nesse sentido é necessário discutir a importância de adequar desenvolvimento econômico e a consciência ambiental.
Primeiramente, é necessário ressaltar a negligência da empresa Samarco responsável pela barragem por não ter comunicado tal risco do rompimento aos cidadãos quem viviam na região próximo à área afetada, e também a negligência dos órgãos governamentais em relação à fiscalização dos parâmetros seguidos pela empresa e qual era o risco da estrutura se romper. Consoante a isso, a população local sofreu grandes estragos com o “acidente” por conta da destruição da cidade, vegetação e a poluição dos rios através da grande acumulo de lama com rejeitos, acabando com um dos recursos econômicos da cidade, a pesca, um outro fator foi a morte de animais e familiares. Dessa forma, fica claro que as feridas são sentidas até hoje, tanto no âmbito econômico, quanto no meio ambiental.
Em seguida, apesar de a mineração ter uma grande importância no PIB do Brasil, a falta da consciência ambiental tem gerado grandes problemas ao País, por exemplo, desgaste do solo, poluição e também uma possível destruição ambiental por conta da falta de responsabilidade. Assim, pode-se relacionar ao pensamento do sociólogo Zygmunt Bauman, em que vivemos em “tempos líquidos”, onde as pessoas se importam com o prazer imediato, nesse caso a busca por dinheiro independente do meio, burlando ou não as leis, e acabam se despreocupando com o futuro próximo e suas consequências. Com isso, é imprescindível que novas situações como rompimento de barragens aconteçam novamente, trazendo danos a sociedade e ao meio ambiente, é necessário que os órgãos governamentais se pronunciem.
Portanto, é necessário que haja uma discussão envolvendo os órgãos governamentais do País para que haja a conciliação entre a busca pela economia e a consciência ambiental. Logo cabe ao Governo Federal com o Pode Legislativo em conjunto com Ministério do Meio Ambiente criem e aprovem leis, por meio de acordos, como o uso de multas financeiras, para fiscalização de empresas responsáveis por barragens, assim fazendo com que as empresas sejam éticos e responsáveis, evitando desastres.