Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 31/05/2021

Em Novembro de 2015, Bento Rodrigues, distrito da cidade Mariana (MG), foi completamente dizimado pela maior tragédia socioambiental da história do Brasil: o rompimento da Barragem de Fundão, que era responsável pelo apresamento de dejetos resultantes da atividade mineradora da empresa Samarco. Esse desastre foi responsável por perdas socioculturais, ambientais e humanas, além de ter causado a morte de 19 pessoas, desalojou cerca de 360 famílias.

A contaminação atingiu níveis alarmantes, um ano após o desastre diversas áreas ainda são afetadas pelos dejetos químicos. Os únicos meios de sobrevivência dos moradores foram extremamente prejudicados, a pesca local e as pequenas propriedades agrícolas continuaram contaminadas por vários anos. O descaso das autoridades é evidente, visto que, as ações que deveriam ter sido tomadas pela empresa responsável não foram cobradas, o que demonstra a preocupação insignificante dos órgãos públicos em relação a situação dos moradores locais, que dependem de atitudes que não estão a ocorrer.

Fica claro, ainda, que tais danos e prejuízos perdurarão por muitos anos, como o caso do derramamento de petróleo no Alasca, que gerou e continua gerando grandes impactos em nosso planeta. Inclusive, existem mais barragens com risco de rompimento e não há eficientes projetos de prevenção de outros desastres, por isso, não se pode defini-los como meros acidentes, já que há o conhecimento da possibilidade de ocorrências, mas não há o interesse do governo em investimentos nas tomadas de precauções.

Assim, é possível afirmar a urgência de leis mais severas na area do meio ambiente. Junto a elas, medidas de prevenção como palestras por órgãos do governo em empresas, escolas e para a comunidade, visando a mudança nos hábitos da população e principalmente de grandes empresas. A mancha dessa tragédia deverá ser o marco da construção de uma nova realidade.