Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 03/06/2021

Na série “3%”, todo jovem que completa vinte anos de idade recebe uma chance de passar pelo processo para ascender ao Maralto. Na ficção, o Maralto é tão almejado, pois retrata uma sociedade perfeita, na qual não existem conflitos e todos vivem em paz. Entretanto, fora das telas, o desastre ambiental de Mariana e suas sequelas - fato que necessita de uma consciência e desenvolvimento ambiental - impedem a instalação da sociedade maraltense no Brasil. Impedimento esse que ocorre não só pela negligência governamental, mas também pela irresponsabilidade das empresas privadas atuantes na área mineradora. Nessas perspectiva, não há dúvidas de que essa problemática precisa ser superada para tornar possível o alcançe da famigerada utopia do Maralto na realidade tupiniquim.

Primeiramente, cabe destacar que a Constituição Federal de 1988 garante que é dever do Estado promover um meio ambiente equilibrado e sustentável. Todavia, essa garantia encontra-se deturpada, já que os órgãos públicos não criam políticas públicas que visem à fiscalização das barragens de rejeitos de mineração presentes no Brasil, visto que as mesmas apresentam alto índice de periculosidade. Nesse viés, segundo a ANM (Agência Nacional de Mineração), existem 50 barragens consideradas de alto risco - ou seja, têm grande possibilidade de acidente - no estado de Minas Gerais.

Assim, fica claro que ações estatais são cruciais para impedir novos desastres como o de Mariana.

Outrossim, a irresponsabilidade das empresas mineradoras privadas ainda é um impasse. É sabido que, com base em informações de senso comum, as entidades que agiam na indústria mineradora foram negligentes em omitirem e fazerem descaso com os índícios de que a barragem de Mariana tinha altas chances de desabamento. Consequentemente, houve o infeliz desastre que afetou a vida humana, animal e, sobretudo, causou muitas mortes. Contudo, o co-fundador do “Greenpeace”, Paul Watson, diz que a inteligência é a habilidade das espécies para viver harmonicamente com o meio ambiente. Nesse sentido, sabiamente, essas empresas precisam mudar sua postura para prevenir possíveis acidentes.

Diante do exposto, essa mazela deve ser combatida. Logo, urge ao Ministério do Meio Ambiente - ógão responsável pela política nacional do meio ambiente - junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, criar um “app” que fornecerá todas as informações pertinentes as barragens do Brasil, como uso do armazenamtento, indíce de periculosidade e notificações de alerta.Tal ação, será realizada por meio de um congresso entre os dois órgãos federais, no qual será discutido a necessidade de alertar a sociedade sobre as barragens a preveni-lá acerca de quaisquer eventos possíveis, com o fito de garantir segurança e equilíbrio entre a população e o meio ambiente. Sendo assim, alcançar-se-á o “Maralto brasileiro” e todos viverão no ideal feito pelo Maralto, como em “3%”.