Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 02/06/2021

O livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas sociais que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que o desastre ambiental na cidade de Mariana afeta uma parcela significativa da população. Assim, seja pela negligência governamental, seja pelo descaso com os seres vivos locais, o problema exige uma reflexão urgente.

Convém salientar, de início, que o descaso e a falta de preocupação do governo com o meio ambiente corrobora para o acirramento da questão. Desse modo, em relação ao desastre ambiental ocorrido em Mariana, quando se diz sobre uma conciliação entre a preservação do ambiente e o avanço do desenvolvimento econômico com fins lucrativos, o governo se omite em planejar medidas frente ao agravamento da situação. Nesse sentido, tal fato ocorre, sobretudo, devido à falta de intervenção de autoridades que visam apenas metas econômicas, extração de recursos e consequentemente o aumento da circulação de capital, além do fato de que rompimentos em barragens contribuem diretamente para contaminações atmosféricas, bem como águas e solos. Logo, é substancial a mudança desse quadro.

Somado a isso, é válido ressaltar que desastres no ambiente afetam de maneira exacerbada nos seres vivos locais. Nesse âmbito, quando se fala sobre rompimentos de barragens, vários são os fatores que se tornam consequências do acontecimento, como por exemplo, segundo o site oficial do G1, mais de 2 toneladas de peixes e animais marinhos foram mortos, milhares de vidas humanas foram levadas pela lama, além de casas e famílias destruídas. Nesse contexto, ao analisar as causas do ocorrido, é necessário reconhecer o descaso com os seres vivos que habitavam tal região, devido à falta de fiscalizações e planos de gestões de riscos. Por isso, é inaceitável que essa situação se perpetue.

Depreende-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar o problema. Para tanto, é imperiosa uma ação do governo, que deve por meio de mandatos de fiscalizações em todas as barragens, promover a segurança de todos os seres que habitam as redondezas das represas, sem correr o risco de qualquer rompimento que compromete a vida, a fim de proporcionar um país em que mortes por irresponsabilidade de empresas voltadas a esse tipo de trabalho seja erradicada, e para que assim, os problemas se tornem mazelas passadas no Brasil.