Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 02/06/2021
O rompimento da barragem de rejeitos da Samarco em novembro de 2015 é o maior desastre do gênero da história mundial nos últimos 100 anos. Com Milhares de espécies de animais mortos, várias famílias sem suas casas e a economia devastada, assolou o distrito de Bento Rodrigues. A população sofre consequências dos impactos ambientais e da negligência das empresas.
Em primeiro lugar, vale ressaltar o descaso após o desastre, já se passaram cinco anos e os responsáveis ainda não foram julgados. Criaram a Fundação Renova, com o intuito de reparar os danos causados pelo rompimento da barragem. Porém, segundo o Ministério Público Federal, apenas 10.885, o equivalente a 34%, das 31.755 famílias cadastradas receberam algum tipo de indenização até agosto de 2020. Assim, as consequências da busca por recursos financeiros serão sentidas pela população e pelo meio ambientes durante muito tempo.
Além disso, a população sofre até hoje com os impactos ambientais. A lama atingiu milhares de espécies de animais e vegetais, o que afetou pescadores que dependiam para sobreviver. Igualmente, com o rompimento da barragem, contaminou o Rio Doce prejudicando o abastecimento de grandes quantidades de cidades. Segundo o Instituto Mineiro de Gestão das águas, a água do Rio Doce pode ser consumida depois de tratada, mas a população ainda não confia no tratamento.
Portanto, é notória a necessidade de uma recuperação ambiental. Urge que o Governo, junto com o Ministério do Meio Ambiente, fiscalize as empresas com o intuito de que não aconteçam mais desastres ambientais. Para os responsáveis, está iminente que precisam tomar as devidas providências, a fim de ajudar a população afetada. Além do mais, exige que o Governo crie instituições para multar as empresas que prejudiquem o meio ambiente. Sendo assim, esperamos que esse horrível acidente sirva de exemplo para outros locais e cuidem para que não aconteça novamente.