Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 31/05/2021
Assim como o acidente ambiental de Brumadinho em Minas Gerais no ano de 2019, o rompimento da barragem de Fundão - Mariana, Minas Gerais, em 2015 - causou muitos mortos e deixou consequências duradouras para os moradores que viviam na cidade. Com base nessa ideia, a tragédia em Mariana é considerada o maior desastre da mineração no país e tem como fundamento a negligência dos proprietários da empresa responsável pela mineradora, ao mesmo tempo que a despreocupação com o meio ambiente. E, por meio dessa verdade, foram ocasionados muitos efeitos negativos tanto para os indivíduos, quanto para o ecossistema.
Em primeiro plano, é importante analisar que houve uma despreocupação por parte do grupo empresarial com os problemas da barragem, já que se tinha consciência de que a mesma estava danificada e precisava ser corrigida. Mediante a essa ideia, vale analisar que os dirigentes a qual trabalham para a mineradora brasileira não efetuaram medidas para impedir o acidente ambiental, assim como é revelado por uma fala de Letícia Oliveira - integrante da coordenação estadual de Minas Gerais do Movimento de Atingidos por Barragens (MAB) - “Não precisa ter provas de que a empresa tinha informações e não impediu o rompimento”. Desse modo, a empresa é responsável por todas as consequências deixadas da omissão e falta de decisão que deveria ter sido tomada antes do desastre.
Somado a isso, é necessário debater que a quebra da barragem em Mariana, Minas Gerais resultou em uma grande quantidade de impasses para a população. Além dos 19 mortos e da quantidade de pessoas sem emprego e moradia, uma vez que os rejeitos de minérios alastraram-se por uma grande extensão, deixando indivíduos sem ter onde morar e trabalhar. Esse acidente provocou muitos problemas para o meio ambiente, já que ocasionou a liberação de mais de cerca de 60 milhões de metros cúbicos de resíduos de mineração no Rio Doce (rio que tem sua área localizada no estados de Minas Gerais e Espírito Santo), estimulando a morte e extinção de diversas espécies de peixes e admitindo a água como sendo imprópria para o consumo humano.
Portanto, é primordial ampliar a punição aos responsáveis por danos ambientais e da mesma forma, motivá-los a tomarem decisões que impeçam os desastres ambientais. Por isso, cabe ao Ministério do Meio Ambiente em conjunto com a Secretaria Legislativa Brasileira, promover o aumento das fiscalizações para os métodos como as empresas tratam o meio natural (de forma que sejam criados e executados projetos na área) e intensificar as políticas públicas dos processos judiciais de catástrofes ecossistêmicas, por meio do legislativo brasileiro. Só, então, será diminuída a quantidade de desastres ambientais que interferem na vida das pessoas e na natureza.