Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 07/06/2021
Em 5 de novembro ocorreu a maior tragédia ambiental da história do Brasil: O Desastre de Mariana. Ele foi provocado pelo rompimento da Barragem de Fundão, usada para guardar os rejeitos de minério de ferro explorados pela Samarco. A empresa poderia ter evidado o “acidente”, porém, o desenvolvimento foi colocado acima da consciência ambiental. Ou seja, a empresa se preocupou mais com seu lucro econômico do que com o meio ambiente, e por consequência a natureza e a sociedade em geral foram fortemente prejudicadas.
Primeiramente, é importante ressaltar que o impacto causado pela tragédia não ficou restrito somente a cidade. A lama e os resíduos da mineração percorreram mais de 600 km até atingir o Oceano Atlântico, onde resultaram em impactos ambientais ao ecossistema marinho, especialmente aos recifes de corais. Durante a avalanche de lama, a maioria dos peixes morreram e como resultado 26 espécies desapareceram da área. Enquanto isso, animais terrestres como pequenos mamíferos e anfíbios foram soterrados pela lama. As árvores próximas aos trechos dos rios foram arrancadas pela força da água ou ficaram submersas. Ao todo 41 cidades foram atingidas pela lama, 600 famílias ficaram desabrigadas e 19 pessoas foram mortas.
Ademais, o solo foi contaminado pela enxurrada de lama, tornando-se infértil e impedindo o desenvolvimento das espécies vegetais e Muitas pesquisas apontam que a restauração da área é impossível. Assim, a biodiversidade local foi perdida de forma irreversível, com severas consequências ambientais para a natureza e a população humana que dependia dos recursos naturais. Além disso, certamente a empresa foi completamente irresponsável, pois ela não utilizou o alarme sonoro para avisar a população sobre o rompimento da barragem. E a obrigatoriedade do alerta sonoro está prevista na Convenção no 176 e a Recomendação no 183 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre Segurança e Saúde nas Minas, que está em vigor no país graças ao Decreto 6.270/2007. A samarco também foi negligente pois, a barragem não tinha um plano de contingência e de controle técnico sobre o volume de rejeitMeique ela suportava.
A fim de atenuar o problema, o Governo Federal em parceria com o Ministério do Meio Ambiente deve elaborar leis ambientais mais rígidas e ampliar a fiscalização de mineradoras, além de aplicar campanhas de abrangência nacional juntos às emissoras que estimulem a consciência ambiental de empresas e pessoas e a denuncia de crimes contra a natureza. Além disso a Samarco e os demais responsáveis devem pagar indenização aos prejudicados.