Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 03/06/2021
Desde o início do processo de Globalização, por volta da segunda metade do século XX, a manufatura se enfraqueceu e deu lugar a produção por meio da maquinofatura em grande escala. Dessa forma, as empresas começaram a explorar cada vez mais os recursos naturais, buscando obter lucros a qualquer custo. A fim de saciar essa vontade, essas associações deixaram de se atentar aos impactos da exploração desenfreada, causando grandes desastres ambientais, como o rompimento da barragem em Mariana (MG), que devastou as matas ciliares em pontos próximos ao local e contaminou rios importantes, como o leito do rio Doce. Sendo assim, a grande preocupação atual é conciliar o desenvolvimento e a sustentabilidade.
Em primeiro lugar, é importante destacar que o evento de Mariana mostra que a destruição ambiental foi massificada. De acordo com o site do G1, o delegado Roger Lima de Moura, da Polícia Federal, disse que a Samarco sabia dos riscos do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana. Além de ter citado que houve uma queda, entre 2012 e 2015, de 29% no investimento dessa empresa na área responsável pelo controle da barragem. Em contrapartida, a produção tinha aumentado cerca de 30%. Logo, é evidente que, hoje, no cenário capitalista, extrair e ganhar lucros está acima da preocupação com a preservação.
Além disso, é notório que a força de regeneração da natureza não é proporcional à sua capacidade de deterioração. Segundo o Brasil Escola, a liberação da lama causou a formação de um cimento, por conta da lama seca, que destruiu grandes áreas de matas ciliares e tornou o solo infértil, o que impede o desenvolvimento de espécies no local. Também, ocorreu a morte de milhares de peixes em decorrência da falta de oxigênio na água e da obstrução de suas brânquias, pois a enxurrada de dejetos desaguou no Rio Doce, que segundo biólogos, precisará de, pelo menos, 10 anos para se recuperar. Assim, a destruição traz evidências sobre as mudanças que necessitam ocorrer.
Portanto, é perceptível que o desenvolvimento e a natureza precisam conviver em harmonia. Nesse sentido, é preciso que o Governo tome providências para amenizar o quadro atual. Para evitar que uma nova tragédia aconteça, urge que o Governo em consonância com o Ministério do Meio ambiente crie, por meio de fiscalizações eficientes, gestões governamentais que apliquem multas severas para as empresas que não cumprirem com as regras de preservação estabelecidas. Também, é necessário que as mídias sociais, como Facebook e Instagram, promovam propagandas abordando os impactos desastrosos da degradação ambiental. Somente assim, será possível que os cidadãos entendam que precisam da biodiversidade, e não estão acima dela.