Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 06/06/2021
Em novembro de 2015, uma barragem de rejeitos da Mineradora Samarco rompeu em Mariana, Minas Gerais. Este incidente é considerado o maior desastre ambiental da história do Brasil. Mais de cinco anos após o ocorrido, as pessoas ainda querem saber se foi apenas um acidente ou se foi por negligência da empresa e do governo brasileiro. Para que essa pergunta seja respondida, é necessário avaliar a condição da barragem antes do rompimento da mesma e se ela era devidamente fiscalizada. Portanto, é necessário propor medidas para evitar que isso aconteça novamente.
De acordo com Paul Watson, “a inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente”. Entretanto, percebe-se que essa inteligência persiste como utopia social, visto que, de forma constante, o ser humano vem causado danos recorrentes à natureza a medida em que desenvolve suas habilidades. Com efeito, o desenvolvimento sustentável é primordial para a manutenção do equilíbrio biológico, porquanto não prejudica a fauna e a flora. A catástrofe ambiental de Mariana alterou esse equilíbrio e prejudicou não somente as espécies abióticas locais, mas também 7 milhões de pessoas foram afetadas direta e indiretamente pelo desastre.
Outrossim, os regulares desastres ambientais motivados por ações antrópicas também representam um gasto maior para o Estado, pois requer verba pública para a amenização de seus efeitos. Vale exemplificar, ainda sobre o caso da cidade de Mariana, que houve a perda de habitações e instituições públicas de diversas cidades mineiras, alcançando até mesmo outros estados. No âmbito econômico, muitos dependiam do Rio Doce para seu sustento através da pesca, que se mantém proibida.
Diante dos fatos apresentados, é necessário estimular ações para evitar que tais acidentes voltem a acontecer. O governo, na figura de Ministério do Meio Ambientem, deve fiscalizar tais empresas cuidadosamente, intensificar leis e fazer com que as cumpram, de modo a punir aqueles que façam o contrário. Estas, devem perceber e deixar de considerar apenas lucros, mas também população e seus empregados, tomando os cuidados necessários para evitar tragédias. Cabe também ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) atuar com rigidez em atividades mineradoras, efetivando controles trimestrais e fiscalizações. Dessa forma, poderemos construir um futuro de melhor conciliação dos interesses humanos com o bem-estar do Meio Ambiente.