Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 02/06/2021
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com o desastre ambiental de Mariana torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela falta de fiscalização, seja pelo descaso governamantal pós trágedia, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Em primeira análise, deve-se destacar que a questão constitucional e sua falta de aplicação como impulsionador do problema. Segundo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça o equilíbrio seja alcançado. Nesse sentido, observa-se que o descumprimento da legislação por parte da mineradora responsável representa uma brecha que diz respeito ao equilíbrio proposto por Aristòteles, uma vez que faltou fiscalização, a natureza e a população foram diretamente afetada. Sendo assim, é perceptível que esse bloqueio é sustentado por fatores tanto social, tanto econômico.
Ademais, vale ressaltar que o descaso do Governo no cenário pós trágedia corrobora de uma forma intensiva para o entrave. De acordo com Durkheim o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar. Diante de tal exposto, é notório a postura oposta dos governantes frente ao desastre, aonde demosntraram inoperância e negligência ao não tomar as medidas cabivéis. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Nesse viés, o Governo Federal em parceria com o Ministério do Meio Ambiente deve elaborar leis ambientais mais rrígidas, por intermédio de fiscalizações, com a finalidade de amenizar estragos ambientais. Assim, a realidade descrita por Policarpo Quaresma, de fato, acontecéra no Brasil.