Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 03/06/2021

Qual é a importância de conciliar uma consciência ambiental e o desenvolvimento do Brasil? Fica evidente que essa questão precisa ser discutida, uma vez que o rompimento da barragem em Mariana tornou-se o maior desastre mundial dos últimos 100 anos. Nesse contexto, a razão desse problema precisa ser analisada, como o individualismo dos empresários e a negligência do Estado.

Primeiramente, é válido salientar o egoísmo dos grandes empresários no que diz respeito à conciliação da consciência ambiental e do desenvolvimento das empresas. Segundo Émile Durkheim, sociólogo francês, o egoísmo dos indivíduos é, em sua maioria, produto da sociedade. Nesse sentido, concorda-se com tal lógica ao verificar que os empresários tornam-se egoístas devido às imposições de uma sociedade capitalista. Isso ocorre porque o sistema capitalista, caracterizado pela acumulação do capital, conduz a necessidade do enriquecimento aos seus gestores, ignorando a consciência ambiental em seus projetos, que é um ótimo meio de livrar-se das responsabilidades para com o ambiente e contribuir para lucros expressivos para própria empresa. Por conseguinte, as empresas não auxiliarão na preservação ambiental e, ainda, contribuirão para mais desastre ambientais, como o de Mariana e Brumadinho.

Ademais, outro fator a salientar é o descaso do Estado no que tange à conciliação da consciência ambiental e do desenvolvimento. De acordo com Aristóteles, filósofo grego, a política tem como função preservar a amizade de indivíduos de uma sociedade. Contudo, percebe-se que em grande parte dos rompimentos das barragens de rejeitos, que o Estado contribuiu para a ocorrência, visto que, apesar da responsabilidade do Governo com o meio  ambiente, as autoridades não fiscalizaram essas barragens e, assim, contribuíram para esse dano socioambiental. Sendo assim, o Estado, que deveria promover o bem-estar da população, ignora ações que poderiam, potencialmente, identificar possíveis desastres ambientais e, consequentemente, manter o meio ambiente e o povo  seguros. Logo, é necessário providenciar uma reconfiguração no sistema governamental.

É indispensável, portanto, intervenções suficientemente efetivas para promover a conciliação da consciência ambiental e do desenvolvimento. Para isso, o Estado, com o apoio das ONG’s, deve fiscalizar e corrigir os erros dos grandes empresários, por meio de multas e de suspensões, a fim de evidenciar a necessidade da preservação ambiental no desenvolvimento do país. Nessa ação, seriam pertinentes campanhas nas redes sociais sobre os desastres ambientais brasileiros e a importância de evitá-los.