Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 04/06/2021
O maior desastre ambiental ocorrido no Brasil é reflexo da ganância, da negligência e da impunidade brasileira. Desde a época da Colonização, os recursos naturais foram explorados, o que se perpetuou ao longo da história. No entanto, no recente desatre da cidade de Mariana, em Minas Gerais, todos os critérios e medidas de segurança parecem ter sido deixados de lado, colocando o desenvolvimento acima da consciência ambiental.
Um dos responsáveis pelo desastre ambiental em Mariana são os órgãos de fiscalização (DNPM e FEAM), pois emitiram relatórios que atestavam as condições de segurança das barragens da Empresa Responsável. Porém, a Polícia Federal (PF) afirma que, conseguiu apreender documentos que comprovam conversas entre a área técnica e a direção da mineradora, comunicando sobre problemas. E que o risco que corria a comunidade teria sido omitido do licenciamento. Ainda segundo a Polícia Federal (PF), a empresa não tinha conhecimento da iminência do rompimento, mas havia detectado diversas falhas que a estrutura da barragem apresentava.
De acordo com o artigo publicado no portal UNICAMP, o prejuízo não foi só financeiro. Vidas humanas, animais e vegetais foram ceifadas, além de muitas pessoas estarem ainda desaparecidas. Ocorreu a destruição de um distrito, infertilidade nas terras mais próxima e a morte da fauna residente dos rios pelo excesso de insumos pesados.
Contudo, o problema está longe de ser solucionado. Assim sendo, para ser alcançado, o desenvolvimento sustentável depende-se de planejamento e do reconhecimento de que os recursos naturais são finitos. Assim, é possível perceber que a importância do desenvolvimento sustentável não estão presas apenas à conservação do meio ambiente, mas também à construção de sociedades sustentáveis, com equidade econômica, diversidade cultural e justiça social. Além, é claro, de estarem aliadas às práticas de preservação de recursos naturais. Com o intuito de conscientizar a sociedade em geral, algumas atitudes podem ser relançadas: Reflorestamento de áreas naturais que foram devastadas e adoção da política dos 3Rs (reduzir, reutilizar e reciclar) ou dos 5Rs (repensar, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar). No Brasil, onde a mineração responde a quase 5% do PIB, é preciso discutir urgentemente com ambientalistas, empresários e sociedade sobre alternativas que gerem menos impactos ao meio ambiente e à população, como tecnologias para substituir as barragens de rejeitos de alteamento para montante. Uma das possibilidades de desenvolvimento sustentável é o reaproveitamento de sílica dos rejeitos para a construção civil e o uso da lama para a confecção de tijolos.