Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 04/06/2021

O desastre ambiental de Brumadinho, que aconteceu em 2019 em Minas Gerais, repetiu a história da cidade de Mariana e mostrou que a imprudência das empresas responsáveis pelas barragens de minério tornaram-se recorrentes no Brasil. Assim, seja pela falta de formação adequada para os funcionários da empresa mineradora, seja pelo descaso com o meio ambiente, essa problemática impede a possibilidade de um desenvolvimento mais sustentável.

A priori, a falta de informação para os funcionários, principalmente para os operários que estão diretamente na zona de mineração, torna-se um alavante para que rompimentos aconteçam, prejudicando o meio ambiente. Nesse contexto, mineradores são chamados para cumprir seu trabalho sem o mínimo de infromação sobre o que será prejudicado com todo o processo químico e, por muitas vezes, sem a formação adequada sobre uma consciência ambiental, o que prejudica diretamente o desenvolvimento pensado para favorecer o meio ambiente.

Nesse mesmo viés, a falta da consciência ambiental, em conjunto ao descaso com o meio ambiente, elevam a frequência em que esses desastres passam a acontecer. Nesse sentido, para Paul Watson, “A inteligência é a habilidade das espécies de viver em harmonia com o meio ambiente”. Por isso, sem a harmonia entre ação antrópica e a natureza, jamais será possível um desenvolvimento de fato, e sim, apenas idealizações dele.

Conclui-se, portanto, que desastres como o de Mariana atrasam a evolução da sociedade em direção a um mundo ideal. Com isso, cabe ao Poder Legislativo criar leis a favor da proteção ambiental por meio da imposição de vistorias regulares não só a barragens, como a outros projetos que utilizam o meio ambiente e a aplicação de multas para o descumprimento de tal ação, a fim de remediar mais um desastre ambiental como o de Mariana.